Israel diz ter capturado chefe da segurança interna do Hamas em Gaza
"F elicito o Shin Bet [serviço de informações internas] e as Forças de Defesa de Israel pela sua corajosa ação de hoje ao prender o chefe do aparelho de segurança interna do Hamas perto da sua casa em Gaza", declarou Netanyahu, num comunicado divulgado pelo seu gabinete.
Nem o primeiro-ministro nem o exército israelita divulgaram o nome do alto elemento do grupo islamita alegadamente capturado.
"Era responsável por ocultar e transportar os nossos reféns, esconder altos funcionários do Hamas, bem como fortalecer as capacidades da organização terrorista e tentar restaurar a sua capacidade operacional", acrescentou Netanyahu.
Segundo vários testemunhos e relatos na imprensa palestiniana, o exército realizou intensos ataques na Cidade de Gaza na manhã de hoje e contou supostamente com o apoio de uma milícia local na operação de captura do alto comandante do Hamas.
O exército de Israel e o serviço de informações internas declararam num comunicado conjunto que "forças especiais do Shin Bet entraram num edifício na zona da Cidade de Gaza e prenderam o chefe da segurança interna do Hamas na Faixa de Gaza", sem precisar se os operacionais envolvidos na operação eram israelitas.
"Durante a operação, a Força Aérea israelita atacou vários alvos na área para eliminar as ameaças às forças envolvidas", acrescentou o comunicado.
Cerca de dez ataques aéreos, juntamente com uma intensa atividade de drones, atingiram a região oeste da Cidade de Gaza, relataram uma testemunha e uma fonte de segurança palestiniana à agência France-Presse (AFP).
A Defesa Civil do enclave registou pelo menos quatro mortes, incluindo três crianças, e sete feridos após ataques realizados por "aviões de combate israelitas".
Citado pela agência de notícias espanhola EFE, o Hamas condenou pelo seu lado uma "infiltração" das forças israelitas na Cidade de Gaza, mas não confirmou a detenção do seu comandante.
O grupo islamita, que controla as autoridades do território, descreveu este episódio como um "crime grave" e "um desrespeito deliberado pela vida civil" em pleno cessar-fogo que vigora no enclave desde outubro de 2025.
Uma fonte de segurança na Faixa de Gaza disse à AFP que uma operação israelita para capturar um alto elemento do Hamas tinha sido "frustrada", sem especificar quem era o alvo.
Outra fonte de segurança no território afirmou, segundo a AFP, que o exército israelita não conseguiu capturar o seu alvo, mas que um membro de um nível inferior do Hamas foi detido no seu lugar.
A segunda fase do cessar-fogo entre Israel e Hamas continua por acordar, prevendo o desarmamento das milícias palestinianas, a retirada gradual de Israel e a criação de um órgão tecnocrático palestiniano, a par do destacamento de uma força internacional de estabilização.
Israel, que mantém mais de 60% do território sob controlo militar, rejeitou a proposta do Conselho da Paz para a Faixa de Gaza até à conclusão total do desarmamento do Hamas, que pelo seu lado já a tinha aceitado.
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