Hugo Soares acusa Centeno de "fraude política e científica" e garante ainda que "aquilo que aconteceu em Espanha com Maricarmen nunca acontecerá em Portugal
O secretário-geral do PSD, Hugo Soares, afirmou esta quinta-feira, em entrevista à CNN Portugal, que o partido está preparado para avaliar "medida a medida" eventuais propostas aprovadas no Parlamento pelo PS e pelo Chega contra a vontade do Governo, mas deixou críticas à imprevisibilidade do partido de André Ventura.
Já sobre os socialistas, diz confiar na sua responsabilidade orçamental e considera que o PS não quererá voltar a ser conhecido como o "pai do défice orçamental em Portugal".
"Se o PS e o Chega aprovarem contra a vontade do PSD medidas no Parlamento temos de avaliar medida a medida e sobretudo o impacto orçamental de cada uma", afirmou Hugo Soares no dia em que o Governo entregou a proposta de Orçamento do Estado para 2027 .
O dirigente social-democrata defendeu que Portugal não está em "tempo de aventuras" e que os partidos da oposição têm também responsabilidade na manutenção das contas públicas equilibradas.
Hugo Soares disse confiar "muito na responsabilidade, designadamente em matéria orçamental, do PS", apesar de recordar o período em que os socialistas estiveram no Governo e que, segundo o dirigente do PSD, conduziu o país a um “pré-bancarrota".
Ainda assim, considera que essa "página foi virada" e que o PS "sabe hoje a importância de ter contas públicas sãs e justas". "Estou manifestamente tranquilo", acrescentou.
Já sobre o Chega, assumiu que "é mais aleatório, muito menos previsível, não é confiável".
O secretário-geral do PSD destacou a evolução das contas públicas portuguesas e a redução da dívida, defendendo que o país está hoje mais preparado para responder a eventuais choques externos.
"Compararmos a trajetória da dívida pública portuguesa com a da Alemanha há uns anos fazia-nos corar. Hoje deve fazer-nos orgulhar", afirmou.
Hugo Soares considera que os excedentes orçamentais e o controlo da dívida permitem ao Governo atuar em caso de necessidade "sem gerar défice, sem criar dificuldades".
Questionado sobre as críticas à liderança de Luís Montenegro e sobre a ideia de que o primeiro-ministro poderia ser visto como o "coveiro do PSD", Hugo Soares saiu em defesa do primeiro-ministro.
"Quando eu olho nos olhos de Luís Montenegro vejo um líder que, quando pegou no PSD, o PSD não existia, era insignificante", defendeu.
O dirigente recordou que o partido vinha de derrotas eleitorais e destacou a vitória de Montenegro em "condições muito difíceis".
"Se isto é ser coveiro do PSD, o que é que foram os líderes anteriores?", questionou.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.