Lituânia acusa Moscovo de tentativa de sabotagem contra equipamentos da Starlink
O primeiro-ministro da Lituânia responsabilizou hoje a Rússia de uma tentativa de fogo posto contra uma empresa lituana que alberga equipamento de comunicação por satélite da Starlink.
O incidente ocorreu na madrugada de domingo cerca das 02:00 locais (23:00 de sábado em Lisboa), tendo sido encontrados líquidos inflamáveis nas instalações da empresa, que acolhe antenas de satélite e uma unidade de controlo, explicou Mindaugas Sinkevicius, em declarações à televisão pública LRT.
Segundo o chefe do Governo, a empresa dispõe de “nove antenas de satélite para garantir a ligação Starlink, o que naturalmente apoia e ajuda a Ucrânia”.
A localização da empresa não foi divulgada publicamente.
“Tratou-se claramente de uma tentativa de ato de sabotagem ou de diversão, uma vez que observamos ações semelhantes a repetirem-se por toda a Europa.
É evidente que (…) isto faz parte da guerra híbrida movida pela Rússia, que envolve atos de sabotagem”, afirmou Mindaugas Sinkevicius.
“Saberemos mais sobre quem deu a ordem, como aconteceu e quem a transmitiu.
É provável que o autor moral já tenha sido identificado à partida: trata-se da parte russa”, acrescentou.
Em setembro, uma estação de satélite da Starlink localizada no centro da Polónia foi incendiada, tendo Varsóvia afirmado tratar-se de um “ato de sabotagem” deliberado.
Na Bulgária, está a decorrer um inquérito, segundo o primeiro-ministro, Rumen Radev, de um deputado da oposição ter denunciado antenas de telecomunicações ligadas à rede de satélites Starlink incendiadas.
O exército ucraniano depende das comunicações Starlink no combate à invasão russa.
Washington terá reduzido, no início do mês, a largura de banda da versão militar da rede Starlink na Ucrânia, gerando críticas na Europa e em Kiev.
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