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Ucrânia pede à União Europeia financiamento adicional de 32.600 milhões de euros

RTP Notícias ·
Ucrânia pede à União Europeia financiamento adicional de 32.600 milhões de euros

O ministro das Finanças da Ucrânia, Sergii Marchenko, voltou hoje a pedir à União Europeia (UE) um financiamento adicional ao país de 32.600 milhões de euros até 2027, pedido que Bruxelas promete analisar, reconhecendo a intensificação da agressão russa.

A revelação foi feita pelo comissário europeu para a Economia, Valdis Dombrovskis, numa conferência de imprensa após a reunião informal dos ministros da Economia e das Finanças da UE, realizada em Dublin, na Irlanda.

O responsável comunitário referiu que ambas as partes estão a trabalhar para determinar as necessidades de financiamento de Kiev, embora ainda não consigam "quantificar o défice" económico face às previsões para o próximo ano.

No entanto, salientou que "a situação está a clarificar-se" e que ainda são necessárias determinadas contribuições do Fundo Monetário Internacional (FMI), enquanto as equipas de ambas as partes trabalham "em estreita colaboração".

"Num prazo relativamente curto, estaremos em condições de quantificar o défice e ver como gerir a situação com vista a 2027", indicou Dombrovskis.

O político letão recordou hoje que a Ucrânia enfrenta necessidades de financiamento cada vez maiores, porque "a invasão e a agressão russas estão a intensificar-se".

Segundo Dombrovskis, os riscos para a economia ucraniana também se acentuaram, enquanto o défice de financiamento identificado pelo FMI para 2027, que inicialmente se previa que fosse colmatado nesse ano, parece agora "infelizmente menos provável".

De qualquer forma, a União Europeia já está a disponibilizar o empréstimo de 90 mil milhões de euros em ajuda militar e orçamental que aprovou para a Ucrânia para este ano e para o próximo, do qual já foram efetuados os primeiros desembolsos.

Quanto a possíveis opções adicionais para financiar Kiev, afirmou que a Comissão Europeia não descarta voltar a colocar em cima da mesa a proposta de utilizar os ativos russos congelados na UE, tal como exigiram a Espanha, a Polónia, os Países Baixos e a Suécia numa carta no final de agosto, na qual salientavam que o empréstimo atual não será suficiente.

"Da parte da Comissão, fomos muito claros quando apresentámos a proposta no ano passado e estamos prontos para apoiar as discussões também agora e estudar as modalidades", afirmou Dombrovskis, que considerou "muito provável" que seja necessário retomar este debate se a Rússia não pagar as reparações de guerra.

Em dezembro de 2025, a UE não conseguiu que o empréstimo de 90 mil milhões fosse financiado com as receitas geradas pelos ativos russos congelados, sobretudo devido à oposição da Bélgica, onde se encontra depositada a maioria desses ativos e cujo Governo temia represálias de Moscovo.

À chegada a esta reunião informal, Marchenko reiterou que Kiev enfrenta atualmente "necessidades de financiamento não cobertas" no valor de cerca de 32.600 milhões de euros.

Marchenko apelou também aos países europeus para que se reforcem face às novas ameaças provenientes da Rússia, incluindo a guerra híbrida, e defendeu uma maior cooperação entre os ministérios da Defesa europeus.

Segundo o ministro, a Ucrânia pode contribuir para essa preparação, partilhando a sua experiência em guerra mode

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.rtp.pt — o conteúdo pertence a RTP Notícias.

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