Liga Conferência: Áustria Viena-Sp. Braga, 0-0 (crónica)
A vantagem conquistada na primeira mão fazia antever um jogo tranquilo para o Sp. Braga, mas a verdade é que o Áustria Viena entrou em campo, talvez inspirado com a reviravolta do Lask Linz diante do Celtic, com a crença de que era possível deixar os homens de Carlos Vicens pelo caminho.
Embora já esteja longe de ser a equipa de outros tempos, a verdade é que, nos primeiros 25 minutos, só deu Áustria Viena. A formação austríaca criou várias situações para chegar à vantagem, mas esbarrou num inspirado Bernardo Fontes, que foi sido decisivo entre os postes. Para já, está a fazer esquecer Hornicek.
Eggestein - o maior ativo do emblema roxo - estava a deixar a cabeça do emblema minhoto em água. Ora pela direita, ora pelo meio, o avançado alemão tomava conta da manobra ofensiva. Jogo partido, contra-ataques rápidos e domínio da posse de bola foi o que se viu da formação austríaca. Por outro lado, o Sp. Braga manteve-se expectante, mas lá está, continuava sem bola e isso certamente deixa qualquer um irritado, sobretudo se for aluno de Pep Guardiola.
Carlos Vicens reorganizou a equipa e a partir dos 36 minutos os minhotos voltaram a sentir-se confortáveis com a bola nos pés. Gabriel Silva (40m), que estava a ser o melhor dos minhotos, rematou em arco, mas viu Radlinger desviar para canto. Dois minutos depois, Pau Víctor voltou a criar perigo ao combinar bem com Diego Rodrigues, mas demorou demasiado tempo a definir e permitiu a antecipação do defesa.
Ainda assim, o Áustria Viena continuava a chegar com uma facilidade preocupante ao ataque, progredindo sobretudo pelo corredor central.
No segundo tempo, se esperava uma entrada forte do Sp. Braga, com bola e a assumir o controlo das operações do jogo, desengane-se. Já o Áustria Viena voltou como acabou a primeira parte: a carregar com tudo.
Carlos Vicens não gostava do que via e lançou Dorgeles e Diogo Travassos aos 55 minutos. A partir daí, e à boleia de João Moutinho, os minhotos encontraram-se. O ala ex-Sporting ficou inclusive muito perto de inaugurar o marcador (70m), num lance em que correu de costa a costa, mas pecou na finalização, permitindo a defesa de Radlinger.
Até ao apito final, pouco ou nada mudou. O Sp. Braga procurou manter o controlo da partida, perante um Áustria Viena que, com o passar dos minutos, foi acusando o desgaste físico e perdeu intensidade. Nota ainda para a estreia de Milosevic, que entrou aos 83 minutos para o lugar de Pau Víctor.
Depois de um jogo claramente apagado na Pedreira, a formação austríaca apresentou-se com vontade de virar a eliminatória. Não faltaram oportunidades para, pelo menos, assustar os homens de Carlos Vicens, contudo a finalização não estava, de todo, afinada.
Se há coisa que Carlos Vicens nos habituou foi a ver o Sp. Braga com muita posse de bola. No entanto, isso não aconteceu no Estádio Franz Horr. Muitas perdidas, passes falhados e, acima de tudo, indecisão no passe foram apanágio dos minhotos na deslocação a Viena. Cenário pouco habitual.
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