Carneiro diz que Governo está a “meio caminho” para diálogo sobre OE e pede mais apoio à internacionalização
José Luís Carneiro afirmou esta segunda-feira, 31 de agosto, que o Governo está a "meio caminho" para viabilizar o diálogo sobre o Orçamento do Estado de 2027, exigindo garantias sobre pensões, financiamento pós-PRR e apoio a municípios afetados por tempestades, enquanto defendeu mais crédito, seguros e apoio público à internacionalização das empresas portuguesas, com foco estratégico em Moçambique.
“Neste momento diria que estamos quase que a meio caminho (…), para depois podermos olhar para o Orçamento do Estado”, afirmou Carneiro citado pela Lusa, durante uma visita à 61.ª Feira Internacional de Maputo (Facim).
O líder socialista disse, porém, que o PS terá de aguardar pela proposta orçamental antes de tomar uma posição.
“É preciso avaliar a proposta, ver se ela corresponde ou não aos interesses da vida das pessoas, à habitação, ao custo de vida, à saúde, à educação, ao crescimento da nossa economia, à política fiscal”, afirmou.
Carneiro recordou as “quatro condições” consideradas “preparatórias desse diálogo”: a revisão da Constituição, a “segurança das pensões”, o financiamento de investimentos após o fim do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e a resposta aos municípios e regiões afetados pelas tempestades.
Segundo o secretário-geral socialista, duas dessas matérias já mereceram garantias do Governo.
“Duas delas tiveram já uma palavra pública do primeiro-ministro, nomeadamente as questões das pensões.
Veio dizer que nesta legislatura não haverá qualquer mudança das pensões.
Isso para nós é uma palavra pública importante”, disse.
“A segunda tem que ver com a garantia também dada pelo Governo de que pretende garantir financiamento para os projetos que estavam em curso, mesmo depois do plano de recuperação e de resiliência”, acrescentou.
Carneiro defendeu agora a concretização dessas garantias e uma resposta às restantes matérias antes da avaliação do Orçamento.
“É preciso agora dar seguimento prático” e “aguardar” pela “revisão da Constituição e a resposta às tempestades.
E depois, então, entraremos na avaliação do próprio Orçamento do Estado quando ela for apresentada na Assembleia da República”, afirmou.
Mais apoio à internacionalização Em Maputo, o líder do PS defendeu também a concretização da linha de crédito de 500 milhões de euros anunciada em dezembro para apoiar empresas portuguesas em Moçambique.
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