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Protestos na Albânia fazem cerca de 90 feridos, incluindo 61 polícias

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Protestos na Albânia fazem cerca de 90 feridos, incluindo 61 polícias

Centenas de estudantes críticos do Governo da Albânia regressaram hoje às ruas pelo terceiro dia consecutivo em protestos marcados por confrontos com a polícia e pelos quais o primeiro-ministro socialista, Edi Rama, responsabilizou a oposição.

Na capital, Tirana, os agentes usaram 'spray' de pimenta, gás lacrimogéneo e canhões de água para dispersar os manifestantes que se tinham reunido novamente em frente ao Ministério da Educação – que foi parcialmente incendiado na quarta-feira por 'cocktails molotov' -, relatou no local a agência espanhola de notícias EFE.

Segundo meios de comunicação locais, dezenas de detenções foram feitas só no dia de hoje.

Ao contrário de quarta-feira, quando a polícia não interveio enquanto os manifestantes vandalizavam o edifício, hoje os agentes dispersaram a multidão poucos minutos depois de se terem reunido em frente à sede ministerial.

Os manifestantes, que gritavam "revolução", retiraram-se para as ruas adjacentes, onde alguns começaram a destruir mobiliário urbano, e tentaram reagrupar-se em várias ocasiões perto do ministério, mas a polícia dispersou-os sempre da mesma forma.

Antes, os manifestantes tinham passado em frente ao Parlamento albanês – onde a sessão ordinária prevista para hoje tinha sido suspensa – e vaiaram o edifício à medida que passavam.

Entretanto, muitos estudantes estavam hoje a boicotar as aulas e a marchar pelas ruas não só de Tirana, mas também de outras cidades, como Durrës no Adriático, Elbasan no centro, Korçë a sul e Shkodër a norte.

"Rama, demite-te!" gritavam os manifestantes em Tirana.

Os protestos começaram esta semana para exigir melhorias nas universidades do país e denunciar o elevado custo de vida para os estudantes.

O primeiro-ministro socialista da Albânia, Edi Rama, culpou hoje a oposição conservadora e não o movimento estudantil pelos protestos de quarta-feira que devastaram parte do centro de Tirana, incluindo as sedes dos ministérios da Educação e das Finanças.

Num vídeo gravado no interior do danificado Colégio da Europa de Tirana, um centro universitário europeu, o primeiro-ministro socialista afirmou estar pronto para dialogar com os estudantes para encontrar soluções para as suas exigências, ao mesmo tempo que acusava a oposição de querer dificultar o caminho da Albânia para a União Europeia (UE).

"Esta é a destruição causada por mãos que não são e não podem ser as dos estudantes.

Os estudantes são o futuro e aqueles que olham para longe.

Os estudantes são bem-vindos e estamos sempre dispostos a sentar-nos com eles para conversar, debater e apresentar soluções para os problemas que eles exigem", disse Rama.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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