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Síria: Chefe das forças curdas declara dissolução

Notícias ao Minuto - Mundo ·
Síria: Chefe das forças curdas declara dissolução

"H oje anunciamos o fim da missão das Forças Democráticas Sírias (FDS) e declaramos, com total responsabilidade, a sua dissolução como força militar independente", afirmou Mazloum Abdi em Damasco, após se encontrar com o Presidente de transição, Ahmad al-Sharaa, na presença de líderes militares e dirigentes curdos.

Em conferência de imprensa no palácio presidencial, o comandante militar acrescentou que, no seguimento do acordo com as autoridades de transição, as unidades das forças curdas passam a estar integradas no exército nacional.

Na quinta-feira, Mazloum Abdi já tinha anunciado a conclusão da integração das instituições curdas no Estado sírio, quase oito meses depois de ter sido assinado um acordo com as autoridades de Damasco.

"A fase de integração das instituições militares, de segurança e administrativas nas instituições do Estado nacional está concluída", declarou num evento em Qamishli, no nordeste da Síria.

Ao assumir o poder, em dezembro de 2024, logo após liderar a coligação que derrubou o regime de Bashar al-Assad, o novo Presidente de transição iniciou o processo de reunificação do país, fragmentado por uma longa guerra civil, e ordenou o desmantelamento de todos os grupos armados, incluindo o seu próprio movimento rebelde.

Antes da mudança de regime e aproveitando o caos durante a guerra civil (2011-2024), os curdos tinham tomado o controlo de grandes partes do norte e nordeste da Síria e estabelecido uma administração autónoma na região.

As FDS, formadas em 2015 por iniciativa de Washington, constituíam o exército da administração autónoma curda na Síria e combateram os jihadistas do Estado Islâmico, apoiados pela coligação internacional liderada pelos Estados Unidos.

No seu auge, contavam com cerca de 100.000 combatentes, curdos e árabes, e controlavam vastas áreas do norte e nordeste da Síria, regiões ricas em petróleo.

Desde a criação das FDS, os seus combatentes assumiram "uma grande responsabilidade durante um dos períodos mais difíceis" para a Síria, argumentou o líder curdo.

"Libertaram inúmeras cidades e vilas sírias, primeiro do regime baathista e depois do terrorismo do Daesh", acrescentou, referindo-se ao regime de Bashar al-Assad e usando o acrónimo árabe para o Estado Islâmico.

A dissolução desta força, considerada durante muito tempo a mais bem treinada e organizada da Síria, marca, segundo analistas, o fim de uma era para os curdos, que ambicionavam a autonomia antes da queda de Bashar al-Assad.

Com a mudança do regime e derrota do Estado Islâmico, Washington redirecionou porém o seu apoio para as novas autoridades que emergiram em Damasco desde dezembro de 2024 e o Presidente norte-americano, Donald Trump, recebeu no ano passado al-Sharaa em Washington, durante uma inédita visita de um líder sírio à Casa Branca.

"As circunstâncias mudaram e o país entrou numa nova fase marcada pela paz e pela participação", reconheceu hoje o líder curdo.

Salientou, no entanto, que "o direito à educação em língua curda é um dos direitos mais importantes que o povo curdo reclama há décadas" e que o próprio Presidente de transição se comprometeu reiteradamente com esta reivindicação.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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