Novos depósitos a prazo atingem recorde de 13,7 mil milhões. Taxa sobe pelo sexto mês
O montante de novas operações de depósito a prazo das famílias aumentou 1,7 mil milhões de euros em julho , superando os 13,7 mil milhões , o que corresponde ao valor mais elevado de sempre.
E isto depois de os bancos terem aumentado a taxa média pelo sexto mês consecutivo.
Segundo o Banco de Portugal , a taxa de juro média das novas aplicações subiu 0,04 pontos percentuais em julho face ao mês anterior, fixando-se nos 1,59% .
É a taxa mais alta desde abril de 2025.
A melhoria da remuneração acompanha a subida generalizada das taxas de mercado , incluindo a Euribor, o que acontece muito por culpa da guerra no Médio Oriente e do aumento dos preços do petróleo, que está a forçar o Banco Central Europeu (BCE) a apertar as condições financeiras através do agravamento das taxas diretoras para controlar a inflação.
Desde o início da guerra, em fevereiro, o BCE já subiu as suas taxas por uma ocasião (em junho), e vai voltar a fazê-lo na reunião da próxima semana, prevendo-se um novo aumento de 25 pontos base.
Os mercados estão a antecipar um terceiro agravamento das taxas em dezembro .
Apesar da melhoria, a remuneração dos depósitos em Portugal continua aquém da média da Zona Euro , que em julho cresceu 0,05 pontos percentuais para 2,14%.
Portugal tem a quinta taxa mais baixa da região da moeda única.
Quanto às empresas, os novos depósitos tiveram uma taxa média de 1,98%, subindo 0,03 pontos percentuais em relação ao mês anterior.
O montante de novas aplicações totalizou os 11,4 mil milhões de euros. (Notícia atualizada às 11h41)
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