"Ameaça direta" ou não? O "tijolo" da discórdia e o pedido de "rijeza"
L uís Montenegro denunciou ontem, sexta-feira, 16 de outubro, o facto de um alegado manifestante pelo direito à habitação, no Porto, ter feito "ameaças diretas" à casa do primeiro-ministro e ter apelado à "violência".
O chefe do Governo disse que as imagens que viu da manifestação de quarta-feira - durante a qual uma ação musculada da PSP fez mais de 30 feridos - são "preocupantes" e que iria ainda analisar algumas, nomeadamente, "o filme de uma das passagens feitas nestas manifestações, onde entre outras coisas se faz um apelo direto à violência, onde se faz um apelo direto à importação de conflitualidade a que hoje temos assistido e que tem ocorrido noutros países. E onde até se ameaça diretamente a casa de habitação do primeiro-ministro e da sua família ".
Pouco depois de ter feito estas declarações, o gabinete do primeiro-ministro divulgou à imprensa o vídeo a que se referia Luís Montenegro. No mesmo vê-se um indivíduo a afirmar numa manifestação, perante dezenas de pessoas, que é "preciso descobrir o endereço da casa do primeiro-ministro e jogar um tijolo".
"Acabou essa porra de ser pacífico. É para queimar alguma coisa, sim", ouve-se o alegado manifestante também a dizer ao grupo de pessoas que o ouvia.
Entretanto, os porta-vozes dos manifestantes que têm acampado no Porto, pelo direito à habitação, já vieram garantir que a ameaça "não é verdadeira", "não é séria", mas que "o primeiro-ministro precisa de ganhar um bocadinho de rijeza".
O porta-voz do movimento pela habitação em protesto há uma semana no Porto, João Silveira, negou que a ameaça que surge no vídeo divulgado por São Bento seja "verdadeira".
" Estava presente e obviamente não é uma ameaça verdadeira, ou seja, estamos de microfone aberto, qualquer pessoa pode chegar à nossa beira e inscrever-se para falar.
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