Só me saem dupes e cenas tristes…
Há uma palavra nova para um expediente antigo: dupe.
Vem de duplicate e apresenta um produto como alternativa mais barata a outro, conhecido e desejado.
Nas redes sociais, a descoberta chega em êxtase: ‘parece o original, mas custa apenas uma fração do respetivo preço’.
Pode ajudar a escolher.
Também pode ser uma maneira bastante económica de pôr uma marca alheia a trabalhar para nós.
Sem contrato e, aparentemente, sem sequer um obrigado.
Convém distinguir o dupe da cópia parasitária, ou copycat , ou lookalike .
Nesta última, não se copia o nome: vão-se buscar as cores, as formas, as letras e a arrumação da embalagem.
Tudo coisas perfeitamente banais, dirá o imitador.
Curiosamente, depois de juntas, lembram sempre uma marca que já vende bem.
Não é preciso convencer o consumidor de que está a comprar o original.
Às vezes, basta aquele segundo de familiaridade.
O resto faz-se na prateleira.
O dupe anunciado sem rodeios poupa esse trabalho.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.