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Missão da ONU no Líbano regista mais de mil projéteis numa semana

Notícias ao Minuto - Mundo ·
Missão da ONU no Líbano regista mais de mil projéteis numa semana

"E mbora os níveis de violência sejam inferiores aos do início do ano, a situação no sul do Líbano continua frágil", afirmou a missão da ONU em comunicado, no qual dá conta de que, entre 21 e 27 de agosto, os militares internacionais registaram 1.030 trajetórias de projéteis, uma média de 147 por dia.

A FINUL lamentou que "por detrás destes números esteja um custo contínuo para a população civil, com casas e infraestruturas vitais danificadas e comunidades a lutar para recuperar" no sul do Líbano, devido aos ataques contínuos do exército israelita.

A atividade militar israelita no sul do Líbano aumentou significativamente durante a primeira quinzena de agosto, apesar do diálogo entre Israel e o Líbano para consolidar o acordo-quadro alcançado no final de junho com a mediação dos Estados Unidos.

A missão da ONU, cujo mandato termina a 31 de dezembro, reafirmou que o seu pessoal continua a monitorizar a situação no terreno e "está a trabalhar com as partes para ajudar a evitar uma escalada ainda maior do conflito".

O comunicado reforçou ainda a importância do respeito da Resolução 1701 da ONU, que "é essencial para reduzir as tensões, restaurar a estabilidade e dar às comunidades a oportunidade de recuperar".

O Ministério da Saúde libanês indicou que uma pessoa morreu e outras seis ficaram feridas, incluindo um menor, num ataque levado a cabo na quinta-feira, pelo exército israelita na região de Nabatiyeh.

As forças israelitas alegaram ter visado instalações do grupo xiita Hezbollah, em concreto depósitos de armas, e justificaram o ataque como uma resposta a um drone alegadamente lançado pelas milícias libanesas.

O recrudescimento da violência ocorre numa altura em que as negociações entre Beirute e Telavive para pôr fim à guerra estão paradas, após um acordo para a criação de zonas piloto no sul do Líbano, que visa substituir as tropas ocupantes israelitas por militares do exército regular libanês.

O Líbano foi arrastado pelo Hezbollah para a nova guerra na região ao reatar, no início de março, ataques aéreos contra o território israelita, como retaliação da ofensiva israelo-americana contra o seu aliado iraniano.

Israel respondeu com bombardeamentos intensivos e expandiu as posições militares que já mantinha no sul do Líbano desde o conflito anterior, provocando mais de 4.300 mortes e deixando acima de um milhão de deslocados, segundo as autoridades de Beirute.

As partes tinham estado em confronto no seguimento da guerra na Faixa de Gaza, entre outubro de 2023 e novembro de 2024, data de um cessar-fogo nunca verdadeiramente respeitado e interrompido com o início do conflito, em 28 de fevereiro, entre Estados Unidos, Israel e Irão.

Israel avisou repetidamente que não abandonará o sul do Líbano até que as milícias do Hezbollah sejam desarmadas e deixem de constituir uma ameaça.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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