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Do futebol aos incêndios, mais de dois mil robôs disputam os seus "Jogos Mundiais" em Pequim

Diário de Notícias ·
Do futebol aos incêndios, mais de dois mil robôs disputam os seus "Jogos Mundiais" em Pequim

Jogam futebol e ténis de mesa, lutam, correm e praticam tai chi, mas também trabalham em fábricas, servem em restaurantes, carregam veículos elétricos ou são desafiados a responder a um incêndio.

Mais de dois mil robôs humanoides estão reunidos em Pequim numa competição que tem tanto de espetáculo como de gigantesco laboratório para perceber aquilo que estas máquinas já conseguem fazer — e, sobretudo, aquilo que ainda não conseguem.

A segunda edição dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides (World Humanoid Robot Games) começou no sábado, 22 de agosto, e prolonga-se até quarta-feira, dia 26, no National Speed Skating Oval, o "Ice Ribbon", em Pequim, recinto utilizado nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022.

A competição reúne 2.056 robôs, integrados em 666 equipas de 16 países , numa dimensão muito superior à da edição inaugural, realizada em 2025.

Ao longo dos cinco dias, as máquinas são submetidas a provas que procuram testar velocidade e força, mas também equilíbrio, destreza, capacidade de decisão e autonomia.

O programa deste ano compreende 51 provas, das quais 30 são competições desportivas e 21 desafios baseados em cenários que reproduzem situações do mundo real .

Atletismo, futebol, ténis de mesa e artes marciais convivem, assim, com tarefas em ambientes industriais, restaurantes, escritórios e situações de emergência.

É precisamente fora das pistas que estes Jogos ganham uma dimensão que vai muito além da curiosidade de ver máquinas competir como seres humanos.

Mais de 40% dos desafios exigem que os robôs funcionem de forma totalmente autónoma.

Entre as tarefas estão o carregamento de veículos elétricos, serviço de restauração, montagem industrial e operações que obrigam as máquinas a reconhecer objetos, posicioná-los corretamente e reagir perante erros ou alterações inesperadas.

Uma das provas mais exigentes transportou os humanoides para um cenário de combate a incêndios.

Vinte e três equipas inscreveram-se no desafio, no qual os robôs tinham 30 minutos para realizar três tarefas: identificar materiais perigosos, fechar válvulas e utilizar um extintor.

Das 12 equipas que competiram no domingo, apenas três conseguiram completar integralmente as três missões.

A experiência mostrou como situações aparentemente banais podem transformar-se em obstáculos significativos para uma máquina.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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