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Dinamarca envia pela primeira vez recrutas para cumprir serviço militar na Gronelândia

CNN Portugal ·
Dinamarca envia pela primeira vez recrutas para cumprir serviço militar na Gronelândia

O primeiro contingente de recrutas dinamarqueses que irá cumprir parte do serviço militar no território autónomo da Gronelândia já chegou à ilha, que tem sido alvo do interesse dos Estados Unidos nos últimos meses, informou esta terça-feira o Exército dinamarquês.

Os recrutas, cujo número não foi especificado, vão participar, entre outras tarefas, em atividades operacionais no âmbito dos exercícios Resistência Ártica, das Forças Armadas dinamarquesas, iniciados no inverno passado para reforçar a defesa do flanco norte da NATO.

O ministro da Defesa da Dinamarca, Jeppe Bruus, tinha anunciado, em junho, o envio pela primeira vez de recrutas para a Gronelândia durante um mês, no âmbito do novo serviço militar obrigatório e igualitário, com a duração de 11 meses, oficialmente implementado este ano.

Os habitantes da Gronelândia e das ilhas Faroé estão isentos de cumprir serviço militar.

Os restantes cidadãos dinamarqueses, homens e mulheres, são sujeitos a uma avaliação física quando completam 18 anos e podem ser chamados para cumprir um serviço militar de 11 meses através de um sistema de sorteio, caso não haja voluntários suficientes.

O contingente deste ano foi preenchido por voluntários, dos quais cerca de um quinto são mulheres.

O governo dinamarquês propôs, em 2024, alargar, a partir de 2027, o serviço militar de quatro para 11 meses e torná-lo também obrigatório para as mulheres, como já acontecia noutros países nórdicos, como a Noruega e a Suécia, invocando a alteração da situação de segurança provocada pela guerra na Ucrânia.

A entrada em vigor da nova reforma foi posteriormente antecipada em um ano.

O objetivo a médio prazo é aumentar o número anual de recrutas de 4.500 para 6.500.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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