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O som de Mirita Casimiro e a cor de José de Almeida Furtado

Observador ·
O som de Mirita Casimiro e a cor de José de Almeida Furtado

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Olá, seja muito bem-vindo à História das Histórias. Eu sou o João Paulo Secadura e estou tão curioso como, de certeza, todos, para ouvir o que o Jorge Adolfo Marques, historiador, professor, mestre de arqueologia, continua a fazer as suas homenagens, depois de dois grandes historiadores que falamos ontem. Hoje vamos aos artistas. Vamos começar por uma atriz famosa, Mirita Casimiro, e depois um pintor. Gata, vamos a isso. Olá, Jorge.

É verdade, João Paulo. Eu costumo associar por áreas de trabalho, para não quebrar muito o ambiente. E começamos por uma grande senhora, Mirita Casimiro. Já tivemos a oportunidade de falar na Mirita Casimiro num programa sobre cinema.

Exato, da família dos Casmiros, toureiros, e ela como atriz, faz o protagonista no "Maria Papoila". É curioso que nessa ocasião que referi esse filme, não referi uma coisa curiosa: há planos logo no início do filme, com umas paisagens muito bucólicas num rio, um aspecto muito romântico até, e que foram filmadas precisamente aqui em Viseu, numa localidadezinha à saída da cidade, que é Vile de Moinhos, a terra do grande campeão olímpico Carlos Lopes, grande maratonista. Nessa localidade, o rio, que é o Rio Pavia, que atravessa a cidade, e é um afluente do Rio Dão. O rio aqui passa entre penedias, portanto, é uma zona bastante inclinada e a povoação chama-se Vile de Moinhos, precisamente porque era uma localidade que ainda hoje tem muitos moinhos, aqueles moinhos de rodízio, ao longo do seu curso. Ora, quando é feito o filme, vão captar ali aquelas imagens que fazem parte do "Maria Papoila", onde a nossa Maria Zulmira Casimira de Almeida é também uma protagonista desse filme. Ela não nasceu em Viseu, mas está muito ligada à Viseu. Ela nasceu em Espinho. A família passava férias e, na altura, não havia a capacidade ainda de prever o dia exato, até a hora exata do nascimento das crianças. E então ela acabou por nascer nessa bonita cidade de Espinho, onde muitos visenses iam passar uma época balnear, precisamente por causa da linha do Vale do Vouga, que levava de comboio as pessoas até à praia. Ela estava ali de férias e nasceu em 1914, mas veio para Viseu com poucos dias. Ela era filha de José Casimiro de Almeida, um grande cavaleiro tauromáquico, na tradição também do pai, do Manuel Casimiro. A família residia em Viseu, e desde muito cedo que esta menina se interessava muito pelas artes, pela canção, pelas canções. E ela logo teve uma estreia num colégio que existia aqui em Viseu, o Grande Colégio Português, grande colégio feminino português, hoje sede da Misericórdia de Viseu. E ela tem num sarau literário, um grande protagonismo. Vê-se que corre nas suas veias a veia de artista, de teatro, de estar em cima do palco. E ela vai começar associando a interpretação teatral à canção. Ela vai entrar logo, é muito conhecida numa revista que é a "Viva a Folia", em 1935, que foi à cena no Teatro Maria Vitória, uma das maiores casas de teatro, espetáculo em Portugal.

O sucesso foi tanto que ela começou logo a ser requisitada para outros espetáculos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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