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Exército israelita e colono matam dois palestinianos na Cisjordânia

Notícias ao Minuto - Mundo ·
Exército israelita e colono matam dois palestinianos na Cisjordânia

N os arredores de Saïr, uma cidade próxima de Hebron, no sul da Cisjordânia, um jovem foi "morto por um tiro disparado por um colono", durante mais um assalto de colonos a uma localidade de palestinianos, de acordo com fontes locais, citadas pelas agências internacionais.

O Ministério da Saúde palestiniano identificou o jovem como Karim Sand Shalalda, de 17 anos, que foi alvejado no peito por um colono, tendo um outro palestiniano, um homem de 70 anos, ficado ferido após ser também atingido a tiro.

De acordo com a agência oficial de notícias palestiniana WAFA, os colonos ainda incendiaram uma casa.

A versão do Exército israelita confirma que os colonos realizaram uma "marcha não autorizada" na zona, alegando que os palestinianos "atiraram pedras contra civis israelitas", tendo então um "coordenador de segurança civil", residente de um colonato, aberto fogo.

Por seu lado, e a propósito deste incidente, o Exército israelita relatou que "durante uma operação na zona de Jenin, um terrorista armado com uma faca, que tinha tentado esfaquear um soldado, foi abatido".

Khazem, antigo oficial das forças de segurança palestinianas, era procurado por Israel na sequência do ataque perpetrado em Telavive, em 2022, pelo seu filho, Raad Khazem, que foi morto após o atentado.

Israel ocupa a Cisjordânia desde 1967, na sequência da Guerra dos Seis Dias, mantendo também a anexação de Jerusalém Oriental, não reconhecidas pela comunidade internacional.

Lado a lado com cerca de três milhões de palestinianos, mais de 500 mil israelitas vivem atualmente em colonatos na Cisjordânia, considerados ilegais pelas Nações Unidas à luz do direito internacional.

A política de colonização tem sido mantida por sucessivos governos israelitas desde 1967, mas intensificou-se após a formação do atual executivo liderado por Benjamin Netanyahu, no final de 2022, e ganhou novo impulso na sequência do ataque do movimento islamita palestiniano Hamas, em 07 de outubro de 2023.

A violência intensificou-se na Cisjordânia desde o ataque liderado pelo Hamas no sul de Israel, em outubro de 2023, com o registo de episódios de confrontos quase diários pela parte de colonos radicais contra a população local, que enfrenta também incursões regulares do exército.

Segundo as Nações Unidas, 1.111 palestinianos, dos quais pelo menos 243 crianças, foram mortos desde então e até meados de julho na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Oriental, em ataques atribuídos a colonos radicais ou incursões militares do exército.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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