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De iguaria em Portugal a problema ambiental no Michigan. Como as lampreias estão a destruir os Grandes Lagos

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De iguaria em Portugal a problema ambiental no Michigan. Como as lampreias estão a destruir os Grandes Lagos

NOTA DO EDITOR: “Call to Earth” é uma série editorial da CNN dedicada a abordar os desafios ambientais que o nosso planeta enfrenta, bem como as respetivas soluções. A iniciativa Perpetual Planet da Rolex estabeleceu uma parceria com a CNN para promover a sensibilização e a educação sobre questões-chave de sustentabilidade e para inspirar ações positivas.

Chegaram meia dúzia de convidados, recém-chegados da sua viagem aos Grandes Lagos. Sorriram para as câmaras e posaram ao lado de responsáveis políticos, desde a Florida até à Califórnia. Não houve apertos de mão, mas uma pessoa chupou a palma da mão do deputado Bill Huizenga.

Num Congresso marcado por divisões tão profundas e gélidas como os próprios Grandes Lagos, ambos os lados do hemiciclo concordam: as lampreias marinhas invasoras têm de desaparecer.

“Tenho estado envolvido na política, de uma forma ou de outra, durante toda a minha vida”, afirma Greg McClinchey, diretor de política e assuntos legislativos da Comissão das Pescas dos Grandes Lagos (GLFC). “Nunca me deparei com uma questão que unisse tanto as pessoas como esta.”

O encontro de junho foi o mais recente organizado pela GLFC para lembrar aos decisores políticos que esta ameaça só permanece latente graças ao financiamento governamental, tanto dos EUA como do Canadá.

Esta espécie invasora, nativa do Oceano Atlântico, tem assolado os Grandes Lagos desde que entrou no Lago Ontário em meados do século XIX, tendo-se depois espalhado para a parte superior dos Grandes Lagos na década de 1920. Isso teve um impacto devastador nas populações de trutas, salmões e peixes brancos dos lagos.

Não é por acaso que as lampreias-marinhas têm uma reputação de vampiras. São parasitas que se agarram aos peixes com a sua boca em forma de ventosa e as suas fileiras de dentes. Não comem carne, mas sugam a presa até à última gota, reduzindo-a a uma casca vazia. Uma lampreia consome cerca de 40 libras (18 kg) de peixe em 12 a 18 meses, e as fêmeas podem depositar 100.000 ovos numa única época de desova.

A comissão foi criada por um tratado assinado entre os EUA e o Canadá em 1954, em parte para mitigar o problema das lampreias. Um projeto ambicioso destinado a controlar a população teve sucesso em 1957, quando foi desenvolvido um composto químico denominado TFM (3-trifluorometil-4-nitrofenol), que mata as larvas da lampreia sem prejudicar a maioria dos peixes nativos. Desde então, o “lampricida” tem sido aplicado, da primavera ao outono, nas zonas de desova dos afluentes dos lagos, matando as lampreias jovens antes de estas conseguirem entrar nos lagos, fora do alcance dos cientistas.

Se não forem controladas, estima-se que as lampreias possam levar ao colapso das populações de peixes dos Grandes Lagos - e, com isso, de uma indústria piscatória de vários milhares de milhões de dólares - em apenas cinco anos, garante a GLFC.

É necessário matar cerca de 9 milhões por ano apenas para evitar uma explosão demográfica.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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