Financiamento, proteção da natureza e balanços na COP17 da biodiversidade
A variedade de vida do planeta será a partir de segunda-feira o foco da ONU durante duas semanas na 17.ª reunião (COP17) da biodiversidade, com financiamento e proteção da natureza no centro dos debates.
Em Erevan, na Arménia, sob o tema Taking action for nature (Agir pela natureza), milhares de participantes irão reunir-se até dia 30 na 17.ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB), decorrendo também a 12.ª reunião do Protocolo de Cartagena, sobre biossegurança, e a 6.ª reunião do Protocolo de Nagoya, sobre o acesso a recursos genéticos e repartição justa de benefícios (ambos vinculados à CDB).
As conferências da ONU sobre biodiversidade (variedade de formas de vida, dos seus ecossistemas e relacionamentos) realizam-se de dois em dois anos. Foram criadas, como a conferência sobre as alterações climáticas e a conferência sobre a desertificação, na chamada Cimeira da Terra, no Rio de Janeiro em 1992.
As conferências, as COP, destinam-se a avaliar os progressos e metas na proteção da biodiversidade do planeta e a estabelecer novos objetivos. A COP16 decorreu na Colômbia (e depois no ano passado retomou em Roma) e a COP15 tinha sido em Montreal, no Canadá.
Esta questão é importante, porque no Canadá foi aprovado o Quadro Global de Biodiversidade Kunming-Montreal (a conferência decorreu primeiro em Kunming, na China) e agora, em Erevan, será feita a primeira revisão global do progresso dos países sobre as 23 metas globais para reverter a perda de biodiversidade, e que foram assinadas por 196 Estados.
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