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O que é o Vírus do Nilo Ocidental e a que sinais deve estar atento

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O que é o Vírus do Nilo Ocidental e a que sinais deve estar atento

A Febre do Nilo Ocidental é uma infecção viral aguda causada pelo Vírus do Nilo Ocidental (VNO). Este vírus pertence à família dos flavivírus, que inclui os vírus causadores de dengue, zika e febre amarela. O nome deve-se à região onde foi detetado pela primeira vez, em 1937: West Nile, no Uganda.

O vírus da Febre do Nilo Ocidental é transmitido através da picada de mosquitos infectados, principalmente do género Culex . “Os hospedeiros naturais são algumas espécies de aves selvagens, que atuam como amplificadoras do vírus e como fonte de infecção para os mosquitos”, explica o Ministério da Saúde do Brasil no seu site.

A infeção tende a ser, na maioria dos casos, assintomática. No entanto, pode causar febre e mal-estar generalizado, dores de cabeça e dores musculares, náuseas, vómitos, erupções cutâneas e dor ocular, como se lê no site do Hospital da Luz .

Não, há casos em que é assintomática e outros em que causa sintomas ligeiros. No entanto, “um em cada 150 indivíduos infectados desenvolve doença neurológica severa (meningite, encefalite ou paralisia flácida aguda)”, continua o governo brasileiro. “A recuperação pode ser rápida, mas também pode levar meses. Os casos mais graves podem ser fatais, podendo a mortalidade nas formas neuroinvasivas aproximar-se de 17%”, diz o médico Saraiva da Cunha num artigo assinado no site do Hospital da Luz .

O período de incubação da febre do Nilo Ocidental nos humanos varia entre dois e 21 dias após a infeção.

Não há nenhum tratamento somente para a Febre do Nilo Ocidental, passando a terapêutica a focar-se na gestão dos sintomas. Nos casos mais graves, é necessário acompanhamento hospitalar.

As pessoas que trabalham ao ar livre, junto de zonas com águas paradas ou sem saneamento básico ou diretamente com equídeos, gansos e patos.

Não. “A Febre do Nilo Ocidental é uma zoonose, sendo as espécies suscetíveis os equídeos, gansos, patos (em estudo) e as aves selvagens. Algumas aves selvagens são mais suscetíveis ao vírus que outras, nomeadamente os corvídeos. Os gansos também são espécies de risco, mas as outras aves domésticas não apresentam grande suscetibilidade a este vírus”, explica a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) .

Segundo o Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge (INSA) , há estratégias que podem ajudar a prevenir a infeção, como eliminar recipientes, "mesmo que pequenos, com água parada, como pratos de vasos, baldes, pneus usados ou outros objetos onde os mosquitos possam reproduzir-se", mudar a água dos vasos, jarras de flores e bebedouros de animais "uma vez por semana"; limpar as calhas e caleiras na área residencial e circundante; tapar reservatórios e depósitos de água e fossas; manter as piscinas tratadas; evitar acumular lixo no espaço à volta de casa; proteger as portas e janelas com redes mosquiteiras, sempre que possível.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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