CGTP arrasa novo estudo. Segurança Social não tem défice, tem um "excedente de 6.732,3 milhões de euros"
O novo estudo encomendado do grupo de trabalho nomeado pelo atual governo PSD-CDS para encontrar ideias sobre como reformar a Segurança Social pública, um trabalho apresentado esta terça-feira (18 de agosto) por Jorge Bravo e Carla Castro, é um conjunto de "falsidades, ambiguidades e confusões, lançando dúvidas quer sobre a actual robustez financeira que o sistema " que não se verifica, acusa a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional (CGTP-IN).
A central sindical lembra "a solidez do sistema público de segurança social, com um saldo positivo de 6.732,3 milhões de euros ao longo do ano de 2025 e que o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social atingiu em Junho de 2026, 49,296 mil milhões de euros, representando 15,8 % do Produto Interno Bruto (PIB), garantindo 28,63 meses de despesas com o pagamento de pensões".
O novo relatório pedido pelo governo chega a outro resultado porque nas contas que faz à Segurança Social (que é basicamente o sistema de pensões em que assenta o setor privado da economia), os autores decidiram incorporar com o sistema de pensões dos funcionários públicos, que funciona de forma totalmente distinta, a Caixa Geral de Aposentações.
Assim, a opção dos autores para encontrar a base de partida para as suas propostas mais liberais foi somar as duas realidades, adicionando o custo com pensões antecipadas, e assim chegar à conclusão que o saldo previdencial positivo de 5468 milhões de euros em 2025 se converte num défice de 1944 milhões de euros , acenou Jorge Bravo na apresentação que decorreu na Universidade Nova de Lisboa.
A CGTP, liderada por Tiago Oliveira, refere que os autores e as caras públicas do estudo agora revelado são "o economista Jorge Bravo, consultor de seguradoras e sociedades gestoras de fundos de pensões, e a ex-deputada e fundadora da Iniciativa Liberal, Carla Castro, conhecidos defensores da privatização do sistema de segurança social público" e "a sua transformação num sistema de pensões gerido em regime de capitalização".
De acordo com a central sindical, os autores "misturam propositadamente o sistema previdencial do sistema público de segurança social com a Caixa Geral de Aposentações para pôr em causa as contas oficiais da segurança social, quando se trata de sistemas com objetivos, destinatários e modos de financiamento muito distintos".
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