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"Fui obrigado a deixar a minha mulher e a minha casa". Homem britânico deportado para o Reino Unido após nove anos a viver na Suécia

CNN Portugal ·
"Fui obrigado a deixar a minha mulher e a minha casa". Homem britânico deportado para o Reino Unido após nove anos a viver na Suécia

É mais um caso na polémica saga de deportações da Suécia, que tem feito soar alarmes entre os vários estrangeiros residentes no país.

Charles, antigo diretor de uma empresa britânica, foi deportado da Suécia, onde vivia há quase nove anos com a sua mulher, de nacionalidade sueca.

Foi separado da sua casa e família depois de uma batalha judicial de cinco anos para permanecer no país após o fim do Brexit. Um documento emitido pelas autoridades indica que o homem, de 65 anos, está a ser enviado de volta para o Reino Unido devido ao fracasso de um pedido de residência ao abrigo da Lei dos Estrangeiros - a sua mais recente tentativa legal de permanecer no país. Isto depois de um pedido de residência anterior ao Brexit, apresentado dentro do prazo, ter sido rejeitado.

“Não tenho nada, absolutamente nada no Reino Unido”, disse Charles, em declarações ao The Guardian, salientando que “isto não é sobre deixar a Suécia”, mas sim sobre “ser obrigado” a deixar a sua mulher e a sua casa. “Estão a separar-me dela”, completou.

Charles esteve pela última vez no Reino Unido em 2022, durante uma semana. Antes disso, estivera sempre na Suécia, para onde emigrou em 2017.

“Desde que cheguei à Suécia, fiz tudo o que pude para me integrar. Aprendi algum sueco básico, contribuí para a sociedade e economia sueca e, por isso, estou a ser castigado. Porque é que estão a fazer isto a pessoas boas, honestas e trabalhadoras como eu e a minha mulher?”, questionou, enquanto garantia que não tinha feito “nada de errado”, mas, mesmo assim, parecia estar a ser tratado “como um criminoso”.

O homem britânico viajou até ao Reino Unido na terça-feira, mas as complicações no seu processo começaram cerca de duas semanas antes, segundo contou àquele jornal.

Juntamente com a sua mulher, Charles recebeu uma mensagem de texto a pedir que se dirigissem à esquadra da polícia local para discutir o processo de migração em curso. À chegada, terá sido imediatamente detido e informado de que seria deportado. “Foi um choque incrível. Fiquei devastado”, contou, explicando que implorou às autoridades que não o fizessem, mas não obteve sucesso.

Os polícias recusaram ainda uma viagem de volta a casa para Charles recolher alguns pertences pessoais, porque “não tinha nada no Reino Unido”. “Não, a decisão já foi tomada”, responderam-lhe.

Estocolmo já deportou 458 cidadãos britânicos - um número, proporcionalmente à sua população, superior ao de qualquer outro Estado-membro da União Europeia.

Antes do Brexit, os ingleses podiam viver, trabalhar, estudar ou reformar-se em qualquer outro país do coletivo. Na altura, a deportação estava reservada para casos excecionais de criminalidade, como o terrorismo, de acordo com a legislação de Bruxelas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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