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Israel deporta ativista britânico detido por colonos na Cisjordânia

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Israel deporta ativista britânico detido por colonos na Cisjordânia

S egundo Inbar Shaked, o cidadão britânico, Finn Joughin, 22 anos, já tinha sido colocado num avião com vista à deportação para o seu país.

Joughin foi detido ilegalmente por colonos armados em Umm al-Khair, no sul da Cisjordânia, quando tentava impedi-los de entrar na aldeia palestiniana, como mostram vídeos publicados nas redes sociais e confirmados à agência de notícias EFE pela advogada.

Os colonos entregaram-no à polícia israelita, que o manteve sob custódia e o apresentou a um juiz no domingo.

Os colonos acusaram-no de agredir um menor, mas, no final, não houve audiência criminal e o seu caso foi encaminhado para as autoridades de imigração, segundo Shaked.

Estas autoridades decidiram então expulsá-lo do país por violar as condições do visto de turismo usado para entrar em Israel.

"O Ministério do Interior pode facilmente deportar alguém com base em alegadas violações deste visto", esclareceu a advogada, que argumentou que o ativista estava apenas tentar proteger os direitos dos palestinianos.

Cidadãos estrangeiros, mas também israelitas, realizam a chamada "presença protetora" na Cisjordânia para impedir que os palestinianos sofram ataques e abusos por parte de colonos radicais e violentos.

No entanto, estes ativistas, bem como jornalistas, são por vezes por vezes atacados pelos colonos e detidos pelo próprio exército ou pela polícia de Israel.

Só na segunda e terceira semanas de agosto, os colonos israelitas realizaram pelo menos 80 ataques contra a população palestiniana e as suas propriedades na Cisjordânia, de acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

A violência disparou no território desde os ataques do grupo islamita Hamas no sul de Israel, em 07 de outubro de 2023, levando a um aumento substancial das restrições de movimentos aos habitantes palestinianos, a par de casos que se tornaram quase diários de violência protagonizados por colonos extremistas e de operações militares frequentes do exército.

Segundo a agência da ONU para os refugiados palestinianos (UNRWA), entre outubro de 2023 e 24 de julho de 2026, 1.122 palestinianos, dos quais pelo menos 246 eram crianças, foram mortos na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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