Embaixada dos EUA em Jerusalém alerta sobre "escalada imprevista"
"O Irão e os grupos que o apoiam poderão atacar outros interesses norte-americanos no estrangeiro ou em locais associados aos Estados Unidos e cidadãos americanos em todo o mundo", alertou a embaixada na sua página web.
A missão diplomática apelou aos seus cidadãos para "redobrarem a cautela" e estarem atentos a "possíveis cancelamentos de voos, encerramentos do espaço aéreo e interrupções nas viagens".
Por enquanto, afirma a embaixada, espera-se que os seus escritórios e serviços consulares mantenham os horários de funcionamento.
O Exército norte-americano bombardeou hoje o Irão pela segunda vez numa semana, num momento de aumento das tensões no estreito de Ormuz e ofensivas iranianas contra bases militares dos Estados Unidos.
O presidente do Parlamento e chefe negociador iraniano, Mohamad Baqer Qalibaf, afirmou durante o dia que, se os Estados Unidos intensificarem o bloqueio marítimo aos seus navios e portos, o Irão responderá militarmente.
O estreito de Ormuz tornou-se para o Irão a sua principal medida de pressão na guerra que começou a 28 de fevereiro, com a qual paralisou quase todas as exportações de petróleo e exige que os navios que queiram atravessá-lo obtenham a sua autorização.
Mas, nas últimas semanas, os Estados Unidos restabeleceram parte do tráfego marítimo no estreito ao longo de uma rota sul perto de Omã, segundo coincidem especialistas em petróleo e no Médio Oriente.
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