Senador chama de 'bandido' alvo de ação da PF sem saber que era seu aliado
O senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) chamou de "bandido", "ladrão" e "safado" o alvo de uma operação da Polícia Federal antes de saber que o investigado era o deputado estadual Luiz Eduardo (PL-RN).
Operação no Rio Grande do Norte. A Polícia Federal deflagrou, ontem, a Operação Sem Lastro, para apurar indícios de falsidade ideológica eleitoral e possível utilização de recursos financeiros não declarados em atividades de campanha eleitoral.
R$ 1,5 milhão em dinheiro vivo. Por determinação da Justiça Eleitoral, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Natal. Durante as diligências, foram apreendidos celulares, documentos, equipamentos eletrônicos e mais de R$ 1,5 milhão em espécie.
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Styvenson publicou um vídeo nas redes sociais ao comentar a apreensão na Operação Sem Lastro. Ele sugeriu que o dinheiro seria usado para caixa dois e compra de votos, sem apresentar provas de que os recursos fossem públicos.
O senador cobrou que a Polícia Federal divulgasse o nome do responsável pelo dinheiro apreendido. "Espalha o vídeo que eu estou doido para saber de quem foi esse safado aí, esse bandido que está comprando voto", afirmou.
Deputado reconheceu que o dinheiro apreendido era dele. No mesmo dia da ação, a defesa do deputado federal Luiz Eduardo reconheceu que os valores sacados estavam guardados na residência do parlamentar.
Outro lado. O deputado divulgou nota afirmando que "o documento aponta que os valores investigados vêm de saques legítimos de suas próprias contas bancárias, declarados e mantidos em sua residência, descartando qualquer uso em despesas de campanha ou prática de 'caixa dois' e reforçando o compromisso do parlamentar com a transparência e a colaboração com as autoridades".
Luiz Eduardo e Styvenson são de partidos aliados e dividem o mesmo palanque na eleição de 2026, segundo o Agora RN. Sem saber que o deputado estava entre os investigados, o senador também disse: "Além de falar mal dos outros, ainda fica comprando voto, bando de vagabundo."
Ao fim da gravação, Styvenson disse que tem "mão limpa" e que não responde a processos. Ele ameaçou processar quem fizer acusações contra ele sem provas.
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