Com plenário dividido, STF decide se abre apuração sobre Moraes
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) chegam à sessão desta terça-feira, 15, com o plenário dividido sobre os próximos passos em relação ao ministro Alexandre de Moraes — a discussão envolve a possibilidade de apuração de sua conduta a partir de mensagens relacionadas ao caso Banco Master.Apesar da divisão, ainda não há definição sobre o resultado da sessão.
A avaliação entre os próprios ministros é de que questões processuais podem influenciar o andamento do julgamento e até adiar uma decisão sobre a abertura de uma investigação.Até o momento, seis votos são considerados mais consolidados: André MendonçaLuiz FuxNunes Marques Gilmar MendesFlávio DinoCristiano ZaninEnquanto os três primeiros estão alinhados em uma posição, os últimos três magistrados formam outro grupo.
Os demais ministros — a exemplo de Cármen Lúcia e do presidente da Corte, Edson Fachin — ainda podem ser decisivos para o resultado.Possível apuraçãoMinistros próximos a André Mendonça avaliam que o presidente do STF, Edson Fachin, pode propor algum tipo de apuração sobre Moraes.
Caso isso ocorra, Cármen Lúcia poderá acompanhar o entendimento.A avaliação desse grupo é que o tribunal deve considerar o conteúdo das mensagens, mesmo diante das críticas à forma como o relatório da Polícia Federal (PF) foi produzido.Como relator do caso, Fachin terá papel central na condução da discussão e poderá apresentar seu entendimento sobre os próximos passos da apuração.Questões processuaisNo outro grupo, ministros próximos a Moraes devem levantar questões processuais durante a sessão.
Essas preliminares podem impedir a abertura de uma investigação e fazer com que o conteúdo das mensagens não seja analisado neste momento.Também existe a possibilidade de que Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e o próprio Moraes apresentem informações obtidas a partir dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro.
Os ministros tiveram acesso ao material na segunda-feira, 14.
Irregularidades na produção de documentoA Procuradoria-Geral da República (PGR) já se manifestou pela retirada do relatório produzido a pedido de Mendonça.
O órgão aponta possíveis irregularidades na elaboração do documento.Segundo a PGR, a produção do relatório ocorreu no âmbito das investigações do caso Banco Master sem comunicação prévia à Presidência do STF e sem submissão ao plenário.
O órgão também questiona a forma como a apuração foi conduzida.Relatório pode ser questionadoSegundo o g1, a discussão sobre a origem do relatório pode ser determinante para o julgamento.
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