Acusações a big techs em eleições preocupam mundo, diz fundadora da CTRL+Z
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Acusações contra big techs em processos eleitorais viraram uma preocupação mundial, disse Daniela da Silva, diretora executiva e uma das fundadoras da ONG CTRL+Z, no UOL News - 2ª edição , do Canal UOL.
A fala ocorre após a divulgação de uma carta aberta de organizações pedindo fiscalização sobre plataformas a poucos dias do segundo turno. No debate, Daniela citou a Meta admitindo "falhas técnicas" que prejudicaram publicações ligadas a Lula.
Isso pelo que o Brasil está passando não é um caso único. Isso aconteceu em outras eleições, como nos Estados Unidos. Temos uma série de eventos muito bem documentados que mostram que o poder econômico e político acumulado por essas plataformas as tornam atores que são muito definitivos na manutenção do debate público. Daniela da Silva, diretora executiva da CTRL+Z
Para a diretora da CTRL+Z, a mobilização internacional em torno do caso brasileiro reflete tanto o peso geopolítico da eleição quanto o alerta global sobre o papel das plataformas no debate público.
Com certeza é uma demonstração da relevância das eleições brasileiras no contexto internacional, mas também da imensa preocupação que a comunidade global tem com o lugar das big techs em processos eleitorais em geral. Daniela da Silva, diretora executiva da CTRL+Z
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Daniela afirmou que a organização reuniu relatos de "remoção de contas, bloqueio de conteúdos" e "queda de alcance", e disse ver um efeito de autocensura quando usuários não recebem explicações claras sobre punições e restrições.
As respostas têm sido muito insatisfatórias. Sentimos que também há um uso da regulação eleitoral como uma carta branca para acabar bloqueando o discurso político legítimo. Daniela da Silva, diretora executiva da CTRL+Z
Ela também disse que o Brasil entrou no radar de parceiros estrangeiros por já ter enfrentado interesses de empresas de tecnologia e por, na avaliação dela, viver um momento de "onda regressiva" no mundo, com aproximação entre extrema direita e plataformas.
O Brasil é esse país que já enfrentou os interesses das big techs, que conseguiu no passado aprovar regulações que ampliam a sua responsabilidade.
Estamos vendo uma onda regressiva acontecendo no mundo, tanto com a ascensão da extrema direita em diversos países, quanto com uma aliança política entre esse campo de extrema direita com as big techs. Daniela da Silva, diretora executiva da CTRL+Z
Ao final, Daniela pediu que usuários sigam registrando problemas e enviando relatos para iniciativas de monitoramento. Para ela, o período eleitoral expõe um "terreno completamente desnivelado" na comunicação política nas redes.
É muito importante registrar, documentar. A CTRL+Z é uma das organizações que está monitorando esse ecossistema e as pessoas podem contar conosco para mandar seus relatos e para apoiar nesse esforço de monitoramento. Daniela da Silva, diretora executiva da CTRL+Z
Há tempos a presença e a possibilidade de a Meta ter algum tipo de interferência nas nossas eleições era algo que exigia um alto grau mesmo de acompanhamento, inclusive do TSE.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.