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UE: 4 países cobram uso de ativos russos congelados para ajudar a Ucrânia

Metrópoles ·
UE: 4 países cobram uso de ativos russos congelados para ajudar a Ucrânia

Quatro países da União Europeia querem reabrir o debate sobre a possibilidade de utilizar os ativos russos congelados no bloco para ampliar o apoio financeiro à Ucrânia .

Polônia, Espanha, Suécia e Países Baixos apresentaram uma iniciativa conjunta para pressionar a Comissão Europeia a retomar os estudos sobre como esses recursos poderiam ser utilizados em benefício de Kiev.

Cerca de € 210 bilhões em ativos do Banco Central da Rússia estão atualmente bloqueados na União Europeia desde a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Desse total, aproximadamente € 185 bilhões estão depositados na Euroclear, uma das principais centrais de custódia de ativos financeiros, sediada em Bruxelas.

Em uma carta dirigida à alta representante da UE para Política Externa, Kaja Kallas, e à ministra das Relações Exteriores da Irlanda, Helen McEntee, os quatro países argumentam que o financiamento já aprovado pelo bloco para a Ucrânia pode não ser suficiente diante da continuidade da guerra.

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A iniciativa encontrou forte resistência da Bélgica, país onde está concentrada a maior parte dos recursos.

O governo belga teme assumir sozinho os riscos financeiros e jurídicos decorrentes de eventuais processos movidos pela Rússia.

Diante do impasse, os países europeus optaram por outro mecanismo e aprovaram um empréstimo de € 90 bilhões para a Ucrânia, garantido pelo orçamento da União Europeia, para os anos de 2026 e 2027.

Agora, Polônia, Espanha, Suécia e Países Baixos defendem que a questão volte à mesa.

Os países pedem que especialistas da Comissão Europeia estudem novas alternativas jurídicas e técnicas que permitam utilizar os ativos sem concentrar os riscos em apenas um Estado-membro.

A Comissão Europeia afirmou que o tema continua em sua agenda e que já existe uma orientação do bloco para avaliar os aspectos legais e técnicos de um eventual mecanismo baseado nos ativos russos imobilizados.

Bélgica continua sendo o principal obstáculo A maior dificuldade para a proposta está na posição da Bélgica.

Como a maior parte dos ativos russos congelados está sob custódia da Euroclear, o país teme que uma utilização direta dos recursos provoque ações judiciais e possíveis retaliações de Moscou.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.

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