Alerta super El Niño: entenda por que a temporada de tornados no Sul atrai caçadores internacionais
O super El Niño voltou a colocar o Sul do Brasil em alerta no radar dos meteorologistas diante da possibilidade de um período mais favorável à formação de tempestades severas e tornados. Com a aproximação do fim do inverno e da primavera, o Oeste de Santa Catarina passa a ser uma das regiões monitoradas, enquanto especialistas apontam condições atmosféricas que podem favorecer a ocorrência desses fenômenos.
O meteorologista Piter Scheuer ao portal ND Mais , parceiro da Banda B, alertou que as condições atmosféricas podem favorecer, nos próximos meses, a formação de supercélulas, tempestades altamente organizadas capazes de produzir rajadas destrutivas, granizo intenso e, em determinadas situações, tornados.
A posição geográfica e a dinâmica da atmosfera contribuem para que o Oeste catarinense apresente condições propícias à formação de tempestades severas. Uma das peças importantes desse cenário é o transporte de calor e umidade da região amazônica para o Sul por meio do chamado jato de baixos níveis.
Ao mesmo tempo, sistemas atmosféricos influenciados pela Cordilheira dos Andes e alterações nos níveis mais altos da atmosfera podem contribuir para aumentar a instabilidade.
Quando esses elementos se combinam com frentes frias, sistemas de baixa pressão, temperaturas elevadas e grande disponibilidade de umidade, o ambiente pode se tornar favorável ao desenvolvimento de tempestades organizadas.
Nesse contexto, as regiões Oeste e Meio-Oeste de Santa Catarina são apontadas pelo meteriologista Piter Scheuer como parte de uma área com elevada recorrência de tempestades severas, que ele classifica como o segundo maior corredor de tornados do mundo, atrás da região central dos Estados Unidos.
O cenário meteorológico ocorre em meio ao fortalecimento do El Niño , fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial e que pode modificar padrões de circulação atmosférica e precipitação em diferentes regiões.
Apesar da associação entre o fenômeno e o atual cenário, o El Niño não provoca diretamente um tornado , destacam os meteorologistas. Isso porque, formação de um tornado depende de uma combinação específica de fatores, como instabilidade atmosférica, umidade, temperatura, cisalhamento do vento e sistemas capazes de organizar as tempestades.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bandab.com.br — o conteúdo pertence a Banda B.