Como irmãos Razuk deixaram a prisão após 14 dias detidos por rifas de carros de luxo
Eduardo Razuk: influencer é preso suspeito de fazer rifas ilegais de carros de luxo O influenciador digital Eduardo Razuk e o irmão, Rafael Razuk, foram soltos nesta segunda-feira (31), após 14 dias de prisão preventiva.
Os advogados de defesa, Tiago Bunning e João Paulo Calvez, afirmam que as medidas cautelares determinadas pela Justiça já eram suficientes para garantir o andamento da investigação. 🔎 Os irmãos foram presos em 18 de agosto, durante uma operação da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (Dercc).
A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de loterias. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Em nota, a defesa de Eduardo afirmou que comprovou a legalidade dos sorteios divulgados pelo influenciador nas redes sociais.
Os advogados também defendem que as medidas cautelares cumpridas durante a Operação Rodas da Sorte, como busca e apreensão, sequestro de bens e suspensão das redes sociais, já são suficientes para assegurar a investigação.
Segundo a defesa, com essas medidas, os investigados não têm como manipular provas e, por isso, não haveria justificativa para a prisão preventiva.
A defesa de Rafael informou que a liberdade do investigado não coloca em risco a investigação ou a sociedade, tornando desnecessária a prisão.
“Ninguém pode ser considerado culpado e preso antes de uma sentença.
Esse princípio vale para todos, em qualquer processo, e foi respeitado pela decisão”, informou a defesa em nota.
Na decisão, a juíza May Melke Siravegna afirmou que, com a conclusão do inquérito e a realização das diligências consideradas necessárias pela autoridade policial, o risco de interferência dos investigados na produção de provas foi reduzido.
A magistrada afirmou que a prisão preventiva não é mais necessária e que, no atual estágio da investigação, é suficiente substituí-la por outras medidas cautelares.
Segundo a juíza, houve uma mudança no cenário desde a decretação da prisão preventiva, que ocorreu antes da deflagração da operação, quando ainda era necessário garantir o cumprimento de uma série de medidas, como buscas e apreensões, bloqueios patrimoniais, sequestro de bens, apreensão de dispositivos eletrônicos e restrições relacionadas às redes sociais utilizadas na atividade investigada.
As medidas foram cumpridas, conforme a decisão.
A magistrada também afirmou que a investigação policial foi concluída, com a apresentação do relatório final, e que o procedimento aguarda apenas a análise do Ministério Público para eventual oferecimento de denúncia.
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