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Renan: 'Corinthians e São Paulo reservas em jogos desse tamanho é absurdo'

UOL Esporte ·
Renan: 'Corinthians e São Paulo reservas em jogos desse tamanho é absurdo'

Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Escalar times reservas em jogos grandes, como clássicos e duelos de apelo nacional, passou um recado de desinteresse e 'não entra na lógica do futebol brasileiro', avaliou Renan Teixeira no Fim de Papo , do Canal UOL.

Ao comentar a estratégia de poupar jogadores, o ex-atleta questionou decisões de Corinthians e São Paulo e disse que, em um calendário de gramados sintéticos e campos ruins, quem atua no país precisa estar disposto a competir mesmo em condições duras.

Ele [Luciano, do São Paulo] tá suspenso, ele não joga terça. Então é uma vergonha pra ele e pro treinador, como comandante, não ter colocado o cara dentro do campo. Hoje, São Paulo e Corinthians precisam de jogadores que ganhem menos e que estejam dispostos a dar carrinho no asfalto. Não é na grama sintética. Porque no Brasil, 25% dos campos dos times da Série A têm gramado sintético. Os que não têm gramado sintético, os gramados são ruins. Então, se o jogador tiver preocupado com isso, não joga no Brasil, vai jogar em outro lugar. Renan Teixeira

Renan também criticou a escolha de preservar muitos titulares em partidas que, segundo ele, carregam peso esportivo e simbólico. Para o comentarista, a postura vira um sinal ao rival de que o confronto ficou em segundo plano.

O Corinthians precisa mesmo poupar o time inteiro pra enfrentar aquele time dos Estudiantes? O São Paulo precisa poupar o time inteiro num clássico no qual o seu rival tá brigando pelo título. [...] Eu joguei por três anos como profissional do São Paulo. Nunca, nunca num clássico, independente do que era na semana, se tinha jogo de Libertadores, Copa do Brasil... Nunca foi cogitado, ó, nós vamos com o time inteiro reserva num clássico. Nunca! Renan Teixeira

Na análise do comentarista, a diferença de desempenho ficou evidente quando o Corinthians lançou mão de titulares durante a partida. Ele disse que entende 'um ou outro poupado', mas não a troca generalizada.

Um ou outro, eu consigo entender. Porque ficou muito claro. Quando entrou dois, três titulares, o jogo do Corinthians mudou. Renan Teixeira

Júlio Gomes concordou com a leitura de que a escalação alternativa muda o sentido do jogo para quem assiste. "É isso. Sem dúvida. É isso", afirmou, ao endossar o argumento de que o clássico perde parte do peso quando tratado como secundário.

Já ao discutir o Flamengo, Julio Gomes avaliou que a vitória acabou ficando 'suada' pelo momento do gol e apontou uma queda recorrente de rendimento do time entre um tempo e outro na temporada.

Gente, a partir da hora que o gol da vitória sai aos 44 minutos do segundo tempo, é uma vitória suada. [...] É o enésimo jogo da temporada em que o Flamengo despenca de nível de um tempo para o outro. Então, isso se transformou já numa constante. Julio Gomes

Fabíola Andrade fez contraponto e disse que, no jogo específico, o cansaço pesou por causa da sequência recente, além de chuva e gramado pesado. Para ela, a liderança apertada também empurrou o Flamengo a usar mais titulares.

Hoje pesa demais. Aquilo que eu já enumerei aqui: o jogo lá em Belém, altitude de Quito e hoje o Maracanã com gramado pesado e muita chuva.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Esporte.

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