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Ciência

Tubarão-baleia nada por 54 mil km e quebra recorde para a espécie; vídeo

Galileu ·
Tubarão-baleia nada por 54 mil km e quebra recorde para a espécie; vídeo

Um tubarão-baleia chamado Milo já percorreu mais de 54 mil km pelos oceanos e, após quase uma década de acompanhamento, estabeleceu um recorde mundial de monitoramento dos deslocamentos de um tubarão.

O feito oferece novas pistas sobre os hábitos migratórios desses gigantes marinhos.

Milo é um macho de aproximadamente oito metros de comprimento que vem sendo acompanhado desde 2017 por pesquisadores da Fundação Guy Harvey, da organização mexicana Ch'ooj Ajauil AC, da Universidade Nova Southeastern e da Universidade de Rhode Island, nos Estados Unidos.

Em julho de 2026, o animal recebeu seu quinto transmissor por satélite, permitindo a continuidade de um dos mais longos registros de movimentação de um tubarão já realizados.

Ao longo de quase dez anos, Milo percorreu diferentes regiões do Oceano Atlântico, incluindo o Golfo do México, as ilhas do norte do Caribe, águas a leste das Bermudas e áreas ao norte de Massachusetts, nos Estados Unidos.

Apesar das viagens, ele retorna regularmente a uma região próxima à Península de Yucatán, no México, onde tubarões-baleia se reúnem anualmente para se alimentar.

Foi justamente esse comportamento que permitiu aos pesquisadores reencontrar Milo diversas vezes.

Os tubarões-baleia (Rhincodon typus) podem ser identificados individualmente pelos padrões únicos de manchas em seus corpos e pelo formato de suas nadadeiras dorsais.

O primeiro transmissor instalado em Milo, em 2017, funcionou por apenas algumas semanas, quando os cientistas ainda aperfeiçoavam a técnica de monitoramento.

Nos anos seguintes, novos dispositivos foram fixados à nadadeira do animal, em 2018, 2020, 2023 e 2026, possibilitando a coleta de dados por um período sem precedentes.

Confira abaixo: "Estudos de longo prazo como esses são fundamentais para compreender melhor a história de vida completa desses animais longevos", afirmou Guy Harvey, fundador da Fundação Guy Harvey, em comunicado.

Segundo ele, conseguir instalar transmissores cinco vezes no mesmo indivíduo e acompanhá-lo por quase uma década é algo inédito e pode fornecer informações importantes para a conservação da espécie.

Uma vida de viagens pelo Atlântico Considerados os maiores peixes do mundo, os tubarões-baleia podem atingir quase 19 metros de comprimento.

Embora sejam conhecidos por seus hábitos solitários e grandes deslocamentos, esses animais também podem se reunir em grupos numerosos em locais onde há abundância de alimento.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.

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