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Márcio Canella e ex-secretário da Polícia Civil são presos em operação contra lavagem de R$ 7 bilhões

G1 ·

O segundo deputado estadual mais votado do Rio de Janeiro, Márcio Canella (União Brasil), e o ex-secretário da Polícia Civil Marcus Amim estão entre os seis presos nesta semana em uma operação da Polícia Federal contra a infiltração do crime organizado no poder público.

Segundo as investigações, os dois têm ligações com um grupo que usava uma rede de 96 postos de combustíveis para lavar dinheiro, em uma movimentação financeira que ultrapassa R$ 7 bilhões.

A nova fase da Operação Unha e Carne também cumpriu 16 mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O inquérito revela a vida de luxo dos investigados e aponta que, quando os policiais federais chegaram para cumprir os mandados, um dos suspeitos tentou comer uma planilha que registrava a contabilidade do crime.

Na quinta-feira (15), agentes fortemente armados entraram na mansão de Márcio Canella na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio.

A organização criminosa investigada é apontada pela PF como vinculada à milícia, ao narcotráfico e à política no estado.

Entre o patrimônio identificado pelo grupo, estão uma casa à beira-mar em Niterói avaliada em R$ 22 milhões, outro imóvel em Itaipava com academia e jardins, além de uma residência em um resort na Flórida, nos Estados Unidos.

A polícia apreendeu 20 carros de luxo, 49 joias e relógios, R$ 90 mil em espécie e mais de 30 armas com munições.

Dono da mansão na Barra, Márcio Canella é ex-prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, e acaba de se eleger deputado estadual com quase 200 mil votos.

Durante a campanha, ele chegou a ser flagrado e preso com um fuzil dentro do carro, mas foi liberado.

Em vídeo nas redes sociais celebrando a votação, declarou: "Vocês podem ter certeza vocês terão na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro um deputado que irá defender vocês, defender as famílias, defender o cidadão de bem da Baixada Fluminense".

Segundo a PF, Canella atuava como articulador político do esquema armado, que movimentou mais de R$ 7,6 bilhões desde 2020.

O setor de combustíveis foi escolhido pela quadrilha pela alta liquidez, intenso fluxo em dinheiro vivo e facilidade de simular faturamento.

A apuração aponta que o grupo contava com informações privilegiadas para escapar do Procon.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.

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