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Derretimento de 'Geleira do Juízo Final' pode ter impacto duas vezes maior do que se imaginava no nível do mar, aponta estudo

G1 ·
Derretimento de 'Geleira do Juízo Final' pode ter impacto duas vezes maior do que se imaginava no nível do mar, aponta estudo

Geleira Thwaites, conhecida como 'Geleira do Juízo Final'.

NASA/James Yungel O derretimento da geleira Thwaites, conhecida como a "Geleira do Juízo Final", pode ter um impacto bem maior do que se imaginava na elevação do nível do mar.

Segundo uma pesquisa publicada na revista científica "Nature Communications" a geleira, localizada na Antártida Ocidental, pode contribuir em até três centímetros para a elevação média global do nível do mar até 2100. ⚠️O valor é aproximadamente o dobro da média de projeções anteriores consideradas pelos pesquisadores, mesmo em um cenário sem aquecimento climático adicional.

"Há décadas documentamos e quantificamos os impactos das mudanças climáticas sobre os mantos de gelo sensíveis do nosso planeta, mas a percepção crescente, nos últimos anos, do que está acontecendo na parte inferior de geleiras como a Thwaites está provocando uma sensação ainda maior de preocupação", afirmou Eric Rignot, coautor do estudo e professor de Ciências do Sistema Terrestre na Universidade da Califórnia, em Irvine.

De acordo com Rignot, o novo modelo desenvolvido pelo grupo traz uma representação física mais completa da região e foi capaz de mostrar que a entrada de água do oceano sob o gelo tem um papel importante no recuo da geleira.

Ao incorporar esse processo a um modelo computacional e compará-lo com observações de quase três décadas, os cientistas conseguiram reproduzir melhor as mudanças registradas na velocidade, na espessura e na posição da geleira.

VEJA TAMBÉM: Timelapse mostra geleira da Antártida recuando em ritmo recorde Como a água do mar acelera o derretimento A geleira Thwaites é conhecida como "Geleira do Juízo Final" pelo risco que seu derretimento representa ao planeta.

Mas o tamanho da contribuição desse processo à elevação do nível do mar ainda é muito incerta.

Desde meados da década de 1990, a parte ocidental do bloco, por onde o gelo escoa mais rapidamente, recuou cerca de 25 quilômetros.

Esse recuo é impulsionado, em parte, pela água relativamente quente do oceano, que derrete a parte inferior do gelo.

O processo ocorre especialmente na chamada "zona de aterramento", região de transição em que a geleira deixa de estar apoiada no fundo do mar e passa a flutuar.

Segundo os pesquisadores, muitos modelos computacionais tratam essa transição como uma fronteira estreita entre o gelo apoiado no leito marinho e o gelo flutuante, quase como uma linha.

Com isso, deixam de representar adequadamente a entrada de água do mar por quilômetros sob a geleira e o derretimento provocado por essa infiltração.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.

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