Alunos do Mackenzie fazem ato por Flávio Bolsonaro
Manifestação convocada por deputado eleito do PL teve coro transfóbico contra Erika Hilton e ocorreu na rua Maria Antônia, em São Paulo
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Estudantes de direita da Universidade Presbiteriana Mackenzie fizeram um ato em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência na quarta-feira, 14, na rua Maria Antônia, no centro de São Paulo.
A convocação partiu do deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP), o mais votado do estado. O evento teve funk e discursos contra o presidente Lula (PT). Durante a fala de Pavanato, apoiadores entoaram um coro dirigido à deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).
O coro surgiu depois que Pavanato citou uma entrevista de Erika à Folha , na qual ela disse não ter nada em comum com ele nem com Nikolas Ferreira (PL-MG). No ato, o deputado eleito afirmou: “Nós temos sim algo em comum” . Os apoiadores responderam: “Au, au, au, a Erika tem pau” . Pavanato não repetiu o coro e pediu calma.
Ao fim do evento, a reportagem perguntou se ele temia ser denunciado por transfobia . “Por quê? Só o que falei foi que temos algo em comum, e é verdade. Todos os seres humanos têm algo em comum, e nós dois somos deputados, mas eu fui mais votado do que ela” , respondeu.
Segundo a Folha, a deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL) também esteve no ato. Ela disse que, embora “nada esteja ganho” , a mobilização mostrava que Flávio tem apoio dos jovens e lidera a disputa contra Lula.
Em seu discurso, afirmou que sua eleição prova que “a mulher não precisa ser feminista” . Pavanato a descreveu como “uma mulher que não aceita a coleira do feminismo” .
Os alunos organizaram a manifestação em reação a um ato de estudantes pró-Lula realizado no mesmo local na semana anterior. O endereço fica em frente à entrada do Mackenzie e da antiga sede da USP, onde alunos das duas instituições se enfrentaram em 1968, durante a ditadura militar .
Os participantes chamaram Lula de ladrão e disseram que a juventude de direita vai “retomar as universidades” . Alguns oradores exaltaram o regime militar e lembraram a Batalha da Maria Antônia.
No dia 6, o Mackenzie proibiu manifestações partidárias no campus de Higienópolis. A universidade informou ter sabido pelas redes sociais de eventos convocados sem autorização prévia, entre eles um encontro de apoio a Lula.
A reitoria citou a “necessidade de zelar pela segurança e bem-estar de todos” e decidiu pela “não autorização de qualquer manifestação partidária nas dependências do campus” .
A d ireita bolsonarista convocou outro ato , com a presença de Flávio, na Avenida Paulista no domingo, 18. Na terça-feira, 13, Brasília, São Paulo e ao menos outras nove capitais tiveram atos pela reeleição de Lula. Na quarta, houve manifestações em Goiânia, com Guilherme Boulos (PSOL), e em Florianópolis.
No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.