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Nova técnica com IA promete reduzir falhas em previsões do tempo feitas com semanas de antecedência; entenda

G1 ·
Nova técnica com IA promete reduzir falhas em previsões do tempo feitas com semanas de antecedência; entenda

Biruta indica a direção do vento em área próxima a uma pista de aeroporto.

Gaion/Pexels Uma nova técnica de inteligência artificial pode ajudar a reduzir erros em previsões do tempo feitas com duas a seis semanas de antecedência, uma faixa em que os modelos meteorológicos ainda perdem bastante precisão.

O método, chamado de correção probabilística de vieses (PBC, na sigla em inglês), foi apresentado em um estudo publicado nesta quarta-feira (14) na revista Nature.

Em vez de criar um novo modelo meteorológico, a ferramenta funciona como uma camada de correção: aprende com erros de sistemas que já existem e tenta ajustá-los nas previsões seguintes. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Hoje, as previsões conseguem manter uma precisão maior por até cerca de duas semanas.

Depois disso, pequenos erros se acumulam e, somados à própria natureza caótica da atmosfera, tornam mais difícil antecipar chuva, temperatura e outros fatores com confiança.

“Nosso novo sistema pega o modelo escolhido, aprende de que forma ele costuma errar e corrige esses erros”, explicou Lester Mackey, pesquisador da Microsoft Research e um dos autores do estudo.

Nos testes, o PBC foi aplicado a modelos do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF).

No sistema de inteligência artificial da instituição, a técnica dobrou, em média, a capacidade preditiva das projeções sub-sazonais.

Em um modelo tradicional que já passava por correções, houve melhora em 98% dos pontos analisados para precipitação, 92% para temperatura e 91% para pressão atmosférica.

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Depois, usa essas informações para corrigir novas projeções, levando em conta também as condições observadas mais recentemente.

Os pesquisadores também observaram ganhos na previsão de eventos extremos, como chuvas intensas, enchentes e períodos de frio.

Em uma análise de enchentes registradas entre 2016 e 2026, por exemplo, o PBC aumentou a habilidade das previsões em 76% a 92%, dependendo do horizonte analisado.

A técnica também foi testada em uma competição internacional organizada pelo ECMWF em 2025.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.

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