O ator diagnosticado com Alzheimer e que agora está à frente de um espetáculo solo
Peter Marinker, diagnosticado com Alzheimer há dois anos, começou em junho os ensaios da peça A Última Gravação de Krapp, de Samuel Beckett Stagefright Films Durante quatro dias seguidos, Peter Marinker chegou para ensaios que nem sequer estavam acontecendo.
A demência havia confundido as datas em sua mente.
Ainda assim, ele agora se prepara para fazer algo que a maioria dos atores consideraria intimidador mesmo com a memória em perfeito estado: interpretar sozinho, em um palco de Londres, no Reino Unido, uma peça muito apreciada do dramaturgo irlandês Samuel Beckett.
Marinker, de 85 anos, é mais conhecido por seus trabalhos de voz, que vão de peças de rádio e videogames a filmes de grande orçamento como Labirinto: A Magia do Tempo (1986) e Paddington: Uma Aventura na Floresta (2025).
No cinema, interpretou o assessor do presidente dos Estados Unidos em Simplesmente Amor (2003) e um dos passageiros do avião no drama Vôo United 93 (2006).
Agora no g1 Em 2023, Marinker interpretava Gandalf em uma versão teatral de O Senhor dos Anéis quando sentiu que estava "se desligando", e um ator substituto teve de assumir o papel pelo restante da temporada.
Marinker então passou por exames de ressonância magnética e outros testes de saúde.
Há dois anos, recebeu o diagnóstico de doença de Alzheimer.
A América Latina é a região mais afetada pela demência no mundo.
Mais da metade dos casos pode ser evitada com o controle de fatores de risco como baixa escolaridade, perda auditiva, hipertensão, obesidade, tabagismo, depressão, isolamento, sedentarismo, diabetes, consumo excessivo de álcool, poluição e traumas na cabeça.
Dave Wybrow, diretor do Cockpit Theatre, convidou Peter Marinker no início deste ano para atuar na peça Stagefright Films "Eu simplesmente tive que aceitar", diz Marinker.
"Isso explicou por que eu vivia perdendo coisas, e comecei a rir de mim mesmo, de todas as outras bobagens que faço repetidamente." Naquele momento, alguns atores talvez tivessem decidido se afastar da pressão de se apresentar diante de uma plateia ao vivo.
Mas, "do nada", Marinker recebeu uma ligação de alguém com quem havia trabalhado de perto no passado: Dave Wybrow, diretor do Cockpit Theatre, em Londres.
A ideia era encenar um monólogo de Beckett, A Última Gravação de Krapp, em que um escritor idoso ouve gravações de quando era mais jovem e relembra uma vida de arrependimentos e oportunidades perdidas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Pop & Arte.