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Cameli diz ser de direita, mas rejeita radicalismo: “Flávio Bolsonaro é o melhor para o Acre”

ac24horas ·
Cameli diz ser de direita, mas rejeita radicalismo: “Flávio Bolsonaro é o melhor para o Acre”

O candidato ao Senado Gladson Cameli (Progressistas) afirmou nesta sexta-feira, 28, que se considera de direita, mas rejeitou a ideia de adotar uma postura radical na política. Segundo ele, após as eleições, os políticos devem deixar as disputas eleitorais de lado e buscar articulação em favor do estado.

“Eu sempre fui de direita, só que eu não sou radical. O que é radical? Na época da campanha a gente vai debater quem são os candidatos, mas depois que passa a eleição você tem que descer do palanque, pensar nas pessoas”, pontuou.

Cameli afirmou que evita confrontos políticos e disse que a população não aprova disputas permanentes entre grupos. “Eu não sou radical. Nenhuma atitude que eu possa ter, seja como parlamentar, seja como governador, e a população já disse que não gosta de radicalismo. Quando acaba a eleição, nós temos que descer do palanque e tentar unir as nossas forças”, afirmou.

O ex-governador citou como exemplo a relação com o governo federal e afirmou que os governadores não deveriam deixar de receber o presidente da República por divergências políticas.

“Teve governadores, colegas meus, que o presidente veio aqui na época que veio visitar os estados não receberam por causa da politicagem. Como é que o governador não vai receber um presidente? O estado precisa”, ponderou.

Apesar de defender uma postura menos radical, Cameli afirmou que considera legítimo ter posições políticas firmes. “Eu sou radical quando alguém mexe com quem está nos acompanhando, que são as pessoas”, ressaltou.

Questionado sobre a polarização política nacional e sobre qual projeto considera mais adequado para o Acre, a continuidade do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou uma eventual volta da família Bolsonaro ao poder, com Flávio Bolsonaro (PL), Cameli afirmou que, em sua avaliação, o senador é a melhor opção para o estado. “Eu vou com todo o respeito, com toda a tranquilidade que eu me posiciono:, o melhor pro Acre, Flávio Bolsonaro”, pontuou.

O candidato lembrou que Jair Bolsonaro não havia integrado sua coligação na eleição em que disputou a reeleição ao governo do Acre, mas afirmou que decidiu apoiá-lo mesmo assim.

“Há dois anos atrás, há quatro anos atrás, na minha reeleição, o Bolsonaro não estava coligado comigo. E eu fiz o quê? Quando foi para o segundo turno, nem quando ganhamos o primeiro turno, a imprensa me perguntou: ‘Quem é seu candidato agora, segundo para o presidente?’ Eu já quero afirmar que eu já sou o Bolsonaro para a reeleição”, afirmou.

Cameli afirmou que chegou a ir a Brasília para reafirmar pessoalmente o apoio ao então presidente. “E aí fui a Brasília e disse: ‘Presidente, eu não vim lhe afirmar apoio. Eu já afirmei, só vim reafirmar.’ Ele não esteve comigo, não é por isso que eu vou deixar de apoiar”, ressaltou.

O candidato reafirmou seu alinhamento político com o bolsonarismo e disse que pretende pedir votos para Flávio Bolsonaro. “Eu sou de direita, sou Flávio Bolsonaro, sou 22. Ele querendo ou não, vou pedir voto pra ele”, finalizou.

Jornalista formado pela Ufac com atuação em pautas gerais, cotidiano e política. Foi setorista na Câmara Municipal de Rio Branco, com experiência em coletivas e bastidores.

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