Supremo procura uma saída para a crise de confiança em que se meteu
É imprevisível o desfecho do inédito julgamento desta terça-feira (15/9), em Brasília, sobre a abertura de inquérito contra o juiz Alexandre de Moraes .
Mas uma certeza já é possível: vai levar tempo para o Supremo Tribunal Federal recuperar a confiança perdida dos 158 milhões de brasileiros aptos a votar no domingo 4 de outubro.
Metade dos eleitores afirma ter pouca ou nenhuma confiança no STF, mostram pesquisas como a feita pelo Datafolha na semana passada.
Na sessão marcada a manhã de hoje, o tribunal não vai somente decidir se Moraes será investigado a pedido de outro juiz, André Mendonça, sob suspeita de relações impróprias com o antigo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso por fraudes em série no mercado financeiro.
Vai decidir o próprio rumo nessa crise de credibilidade.
Vorcaro contratou por 131 milhões de reais, o equivalente a 25 milhões de dólares, a banca de advocacia da família do juiz Moraes.
Aparentemente, o ex-banqueiro pagou cerca de 80 milhões de reais, ou 15 milhões de dólares.
Há nove meses o valor desse contrato é reconhecido como insólito no mercado de serviços advocatícios.
A polícia localizou meia centena de mensagens de Vorcaro para Moraes.
Elas deixam a impressão de que a descoberta da pirâmide financeira Master levou o ex-banqueiro a recorrer ao juiz como um conselheiro privado.
Não se conhecem as respostas.
Continua após a publicidade É em torno do contrato milionário e do conteúdo das mensagens que os demais juízes do STF devem decidir hoje se o juiz Moraes será investigado e, nessa hipótese, se deve ser afastado da função.
Não há precedente no Supremo, mas sobram consequências para a instituição.
Continua após a publicidade <span class="hidden">–</span> ./VEJA Do lado de fora, predomina a imagem de um tribunal composto por servidores públicos arrogantes, que costumam decidir mais por interesse próprio do que pela lei — julgam 51% dos entrevistados pelo Datafolha.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.