O negócio caiu, mas a ação subiu: por que a disparada dos distratos não assusta os investidores de Tenda (TEND3) e Cury (CURY3)
O comprador entrega os documentos, recebe uma simulação de financiamento e fecha a compra de um imóvel pelo Minha Casa Minha Vida (MCMV) .
Mas, na hora de contratar o crédito, a Caixa Econômica Federal aprova um valor menor do que o previsto — ou até nega o empréstimo.
Se o cliente não tem como cobrir a diferença, a venda contabilizada acaba se transformando em distrato para a construtora.
Esse fantasma voltou a assombrar as empresas do setor, segundo as prévias operacionais do terceiro trimestre divulgadas até o momento.
Cabe lembrar que o prejuízo vai além do cancelamento porque os esforços comerciais empregados para atrair o primeiro interessado precisam dar lugar a uma nova rodada de gastos para negociar a mesma unidade.
Ou seja, investimento duplo para venda singular.
No caso da Tenda (TEND3) , os distratos mais que dobraram em relação ao ano passado se desconsiderarmos a Alea , a subsidiária de casas pré-fabricadas.
No consolidado, juntando as duas marcas, essa linha do balanço mostrou um avanço de 77,5% em relação ao mesmo período de 2025, e a participação nas vendas brutas passou de 12,5% para 19,5%.
Na Cury (CURY3) , os distratos cresceram quase 60% em relação ao ano passado e mais que dobraram frente ao segundo trimestre de 2026.
Com isso, passaram a representar 15% das vendas brutas, ante 11% um ano antes e 7,7% no trimestre anterior.
Segundo gestores que conversaram com o Seu Dinheiro , um dos grandes responsáveis por isso é a Caixa Econômica Federal , que passou a adotar critérios mais rigorosos para conceder financiamento.
O aperto ajuda a explicar por que uma negociação que parecia caber no bolso do cliente acaba desfeita, praticamente forçando o distrato.
A documentação apresentada no início gera uma estimativa da parcela e do valor financiado.
Se as condições funcionam para o interessado, ele paga um pequeno valor, e a construtora registra a venda.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.