Atuação apática mostra que Flamengo não aprendeu lição de La Plata
É a terceira vez que o Flamengo enfrenta o Estudiantes em La Plata pela Libertadores em um pedido de pouco mais de um ano.
Todos os jogos o argentino jogou da mesma forma: abusando do jogo físico, boas longas para Carrilho e cruzamentos na área. E o time rubro-negro, de novo, não soube se adaptar.
Protagonizou uma atuação apática com quase nenhuma agressividade ofensiva a ponto de terminar a partida sem nenhum chute na direção do gol, lembrando o Palmeiras da final da Libertadores-2025.
Não venceu praticamente nenhum dos duelos aéreos, nem os confrontos no chão, nem conseguiu impor seu toque de bola.
É verdade que o árbitro José Benitez foi bastante permissivo com a pancadaria promovida pelo Estudiantes. Sonegou cartões amarelos claros (Castro só recebeu um e mereceu dois), não marcou faltas. Mas isso também era esperado pois ocorreu nos outros jogos.
Não justifica o fato de Léo Ortiz - um zagueiro técnico - não conseguir passes laterais simples, nem vencer os embates com Carrilho, que deitou e rolou no lado direito da defesa rubro-negra.
Não justifica o excesso de erros de passe de Paquetá ou os tropeços na bola de Bruno Henrique, nem o fracasso do modelo de forma de atacar de Leonardo Jardim que pretendia pelas pontas.
Não explica também a demora de Jardim de botar Pedro e Plata em campo - ele justificou por conta da necessidade do jogo físico.
Técnico, Carrascal, por exemplo, teve boa atuação, venceu vários confrontos, ainda que tenha sido constantemente parado com faltas.
É a segunda eliminatória fora de casa que o Flamengo sobrevive com mais resultado do que desempenho.
Embora as chances do Estudiantes não tenha sido tão claras, o time somou 21 conclusões, sendo seis no gol, ganhando quase todos os escanteios. De tantas chances, com menor expectativa de gol, acaba sempre saindo um tento. Não saiu.
Agora, o Flamengo volta para o Maracanã em um jogo com outro contexto, com Jorginho de volta, sem a pressão do estádio Uno e provavelmente com o time argentino menos bélico.
Se repetir a apatia vista em La Plata, no entanto, vai ter enormes dificuldades para chegar à final. Lebremos, já é o terceiro jogo seguido ruim do Flamengo nas eliminatórias - dois contra o Del Valle.
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