Para alunos, IA torna formação universitária mais essencial, revela estudo
Um estudo realizado pela holding de educação Pearson em parceria com a Amazon Web Services (AWS), obtido com exclusividade pela CNN Brasil , investigou o impacto da inteligência artificial no ensino superior em seis países.
A pesquisa ouviu estudantes, empregadores e líderes de ensino, e chegou a uma conclusão que pode surpreender: a IA não diminui a importância do diploma.
Pelo contrário: ela amplia.
No Brasil, 74% dos estudantes e empregadores afirmam que a inteligência artificial torna a formação universitária mais essencial.
Esse índice é um dos maiores entre os países analisados na pesquisa.
“A IA tornou o acesso à informação muito mais rápido, mas acesso à informação não é a mesma coisa que aprendizagem”, afirma Heloísa Avilez, diretora de Higher Education da Pearson.
Leia Mais O futuro da educação corporativa após a revolução da IA IA será principal motor de competitividade para 88% das empresas até 2030 O que diz o novo relatório da Unesco sobre ensino superior? Entenda Segundo ela, a universidade oferece mais do que conteúdo: proporciona contexto, método e experiências para que o estudante desenvolva repertório, pensamento crítico e capacidade de transformar conhecimento em decisões e soluções para situações reais.
Entre os líderes do ensino superior consultados — incluindo reitores, administradores e professores —, 57% prevê valorização da formação.
Para Álvaro Machado, neurocientista e especialista em IA, tem a ver com sair do básico: “o diploma surge como essa promessa de pensamento crítico, de ir além do básico”.
Uso da IA nas salas de aula: uma prática invisível Com o avanço das ferramentas de inteligência artificial, tarefas como produzir textos, montar planilhas e realizar análises ficaram cada vez mais acessíveis.
Nesse cenário, os alunos passaram a incorporar a tecnologia no cotidiano acadêmico — muitas vezes sem o conhecimento das instituições.
A pesquisa revela uma lacuna preocupante: apenas 15% dos estudantes conhecem as regras da universidade sobre o uso de inteligência artificial.
Além disso, 30% dos alunos preferem que os professores não saibam quando eles utilizam a ferramenta.
Para Avilez, o dado mostra um descompasso entre a velocidade com que os estudantes adotaram a tecnologia e a capacidade das universidades de criar uma experiência de aprendizagem orientada.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.