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Nepal e Tibete são da China? Entenda onde ficam e as relações dos países

UOL Notícias ·
Nepal e Tibete são da China? Entenda onde ficam e as relações dos países

Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Um deslizamento seguido de uma grande inundação atingiu hoje a região do Himalaia entre o Nepal e o Tibete . O desastre deixou mortos e desaparecidos nos dois lados da fronteira e levantou dúvidas sobre a relação territorial entre Nepal, Tibete e China.

Nepal e China são países diferentes. O Nepal é um Estado soberano localizado entre a China, ao norte, e a Índia, ao sul. Os dois países compartilham cerca de 1.414 quilômetros de fronteira na região do Himalaia.

O Tibete faz parte da China. O território é administrado por Pequim como a Região Autônoma do Tibete, uma divisão administrativa chinesa. Por isso, quando se fala em fronteira entre Nepal e Tibete, trata-se, politicamente, da fronteira entre Nepal e China.

A situação do Tibete tem um histórico político complexo. A região teve períodos de ampla autonomia e diferentes formas de relação com governos chineses ao longo da história, mas a República Popular da China passou a exercer controle sobre o Tibete a partir de 1950 . Pequim considera o território parte da China, enquanto grupos ligados ao movimento tibetano questionam a forma como o controle chinês foi estabelecido e exercido .

Nepal e China mantêm relações diplomáticas desde 1955. Os dois países estabeleceram relações formais em 1º de agosto daquele ano e, desde então, desenvolveram acordos de comércio, infraestrutura, turismo e cooperação.

O Nepal reconhece a política de "Uma Só China". O governo nepalês afirma oficialmente que a República Popular da China é o único governo legal que representa a China e também considera os assuntos relacionados ao Tibete como questões internas chinesas. A posição também é adotada pelo Brasil .

Postura do Nepal também envolve questões de segurança. O país se comprometeu a não permitir que seu território seja utilizado para atividades consideradas contrárias aos interesses chineses, incluindo ações separatistas relacionadas ao Tibete .

O deslizamento atingiu os dois lados da fronteira. No Nepal, as inundações afetaram principalmente a região de Rasuwa , enquanto, do lado chinês, o distrito de Gyirong, no Tibete, também foi atingido. A passagem fronteiriça de Gyirong sofreu danos, prejudicando estradas, comunicações e o fornecimento de energia.

A fronteira é uma área de circulação entre os dois territórios. Além das relações comerciais, a região é utilizada por turistas e peregrinos que viajam entre o Nepal, o Tibete e outros pontos do Himalaia. A área atingida inclui rotas ligadas ao Monte Kailash, um importante local de peregrinação.

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