Morre Rubén Rada, cantor uruguaio que misturou o candombe, o rock e o jazz
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"Negro Rada" ultrapassou as fronteiras da indústria musical para se tornar um ícone da cultura do rio da Prata e uma referência da comunidade afro-uruguaia. Ao longo de sua carreira, lançou mais de 40 discos e recebeu, em 2011, o Grammy de Excelência Musical .
"Partiu e agora descansa em paz nosso querido esposo, pai e avô, depois de lutar durante um mês contra uma pneumonia e suas complicações", informaram os familiares em comunicado divulgado nas redes sociais.
O versátil percussionista, compositor e ator iniciou sua trajetória profissional no grupo El Kinto. Depois ajudou a redefinir a música uruguaia como integrante do Tótem, banda emblemática da história musical do país que combinava elementos do rock, da música latina e do candombe.
As canções "Loco de amor", gravada com o grupo espanhol Ketama em 1998, e "Muriendo de Plena", de 2000, figuram entre seus maiores sucessos no mercado da música latina. Em 2025, lançou seu último álbum de estúdio, Garmurgatrónica.
De origem humilde, Rada costumava se orgulhar da longa trajetória artística iniciada em bares e navios "por todo o mundo", como contou em entrevista à AFP em 2011. "Cantei mal em inglês, mal em português, com muitos músicos, criei fusões... Fiz de tudo."
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Ilustrada.