Sarampo volta a acender alerta no Brasil: quem precisa se vacinar? Veja perguntas e respostas sobre a doença
O número de casos de sarampo no Brasil chegou a 24 na sexta-feira (7/8). São 23 apenas no Estado de São Paulo, segundo a Secretaria Estadual da Saúde — sete a mais do que apenas quatro dias antes —, e um no Rio de Janeiro.
Dois dos casos foram importados e os demais estão relacionados à importação do vírus, embora ainda não tenha sido identificada a fonte de infecção de todos eles, segundo a secretaria.
O aumento acontece em um momento em que o sarampo também avança em outros países das Américas. Os Estados Unidos , por exemplo, enfrentam seu maior surto da doença em 35 anos, segundo as autoridades de saúde do país.
Especialistas apontam que a queda da vacinação, impulsionada em parte pelo crescimento do movimento antivacina e da desinformação , permitiu que o vírus voltasse a circular com força. Como o sarampo continua sendo importado por viajantes, países que mantêm bolsões de pessoas sem proteção suficiente também ficam vulneráveis ao surgimento de novos casos.
A situação levou o governo brasileiro a reforçar a vacinação . Em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, a orientação neste momento é oferecer a vacina contra o sarampo a todas as pessoas de seis meses a 59 anos, independentemente do histórico vacinal, como estratégia para interromper possíveis cadeias de transmissão.
Apesar do alerta, especialistas dizem que a situação brasileira ainda é bastante diferente daquela observada em países que já acumulam milhares de casos.
"Quatro dígitos de casos é bem diferente. Ainda neste momento, não estamos em risco de perder o certificado [de eliminação do sarampo]", diz à BBC News Brasil Flávia Bravo, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).
Segundo ela, a identificação e o rastreamento dos casos mostram que a vigilância epidemiológica está funcionando.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bbc.com — o conteúdo pertence a BBC News Brasil.