Ações da Shein caem 9% em sua estreia na Bolsa de Hong Kong
Queda vem 1 dia após a varejista arrecadar US$ 1,7 bi em oferta pública inicial e alcançar valor de mercado de US$ 26,3 bi
As ações da Shein fecharam em queda de 9% nesta 3ª feira (1º.set.2026). Os papéis da empresa iniciaram o dia sendo ofertados por HK$48,56 (R$ 32,13), mas caíram para 43,80 dólares de Hong King (R$ 28,98) no final do dia
Foi a estreia da varejista de moda rápida com sede em Cingapura na Bolsa de Valores de Hong Kong. O resultado vem depois da empresa captar US$ 1,7 bilhão (R$ 8,8 bilhões) através de um IPO (oferta pública inicial) na própria bolsa chinesa.
O volume captado atingiu a meta de valor de mercado da Shein. A expectativa era alcançar um valuation acima de US$ 25 bilhões (R$ 129,6 bilhões) com a abertura de capital e a empresa conseguiu uma avaliação de US$ 26,3 bilhões (R$ 136,4 bilhões) depois da operação.
A Shein planeja usar 40% dos recursos do IPO para aprimorar suas capacidades tecnológicas e outros 40% para impulsionar o reconhecimento da marca e fortalecer sua presença global.
Mesmo atingindo seu objetivo inicial, a companhia concluiu sua estreia com um derretimento próximo de 10% no valor da ação. Um dos fatores que motivou esse desânimo entre os investidores é a desaceleração do crescimento da receita da empresa que passou de mais de 200% em 2021 para 8% em 2025.
No 1º trimestre deste ano, a Shein registrou um prejuízo de US$ 99 milhões (R$ 513 milhões) e um crescimento de 1,1% nas receitas em comparação ao mesmo período do ano anterior.
O próprio desempenho da empresa em seu IPO em Hong Kong não empolgou tanto os investidores. Embora tenha tido uma demanda acima da quantidade de ações que ofertava, essa disparidade entre oferta e procura ficou abaixo de outros IPOs recentes na bolsa chinesa.
A conjuntura global também não é animadora para a Shein, que cresceu seguidamente através do envio de pacotes de baixo valor diretamente a consumidores dos Estados Unidos e da União Europeia sob a isenção aduaneira. Os norte-americanos encerraram essa isenção no ano passado. O bloco europeu também passou a cobrar por encomendas de baixo valor.
O cenário foi parecido no Brasil, que colocou um fim a isenção para compras individuais de até US$ 50 em junho de 2024. No entanto, a Shein pode voltar a se beneficiar com o mercado brasileiro depois que o governo decidiu revogar a medida através de uma MP (medida provisória) em maio deste ano. O Congresso deve analisar a MP que perde a validade em 8 de setembro nesta semana.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.poder360.com.br — o conteúdo pertence a Poder360.