Pescadoras brasileiras recebem título de heroínas em premiação da FAO
Luena Maria Ferreira dos Santos, ou Luena Pataxó, tem 44 anos e uma vida inteira conectada à pesca e ao mar.
Criança, ajudava os pais na limpeza de peixes e mariscos.
Já adulta, trabalhou como pescadora, mas abandonou o barco para catar camarões depois que ficou viúva.
Nesta semana, Luena recebeu uma homenagem da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) em Roma, na Itália.
Ela e a pescadora Joana Rodrigues Mousinho, de 70 anos, foram as duas brasileiras escolhidas como Heroínas da FAO nos Sistemas Agroalimentares e no Desenvolvimento Rural.
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Segurança alimentar exige esforço coletivo e articulação.
A iniciativa premiou 100 mulheres de todo o mundo cujas trajetórias têm contribuído para a segurança alimentar, a inclusão social, a sustentabilidade ambiental, a geração de renda e a resiliência das comunidades rurais.
Ela se emocionou por poder representar pescadores, marisqueiros e o povo Pataxó.
“Não é possível falar de alimentos, de produção, sem falar das águas, da pesca artesanal.
Somos parte da alimentação saudável na mesa do brasileiro”. disse.
Luena Pataxó recebe em Roma o prêmio 100 Mulheres Heroínas de Qu Dongyu, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
Foto: FAO/Giuseppe Carotenuto Luena também preside o Comitê de Relacionamento de Pescadores do extremo sul da Bahia e criou o Grupo de Trabalho Indígena Nacional, por meio do Plano Nacional da Pesca Artesanal.
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