Carregar o carro elétrico em casa aumenta quanto na conta de luz?
Uma das principais dúvidas de quem pensa em comprar um carro elétrico é bastante simples: quanto a conta de luz vai aumentar depois que o carro começar a ser carregado em casa? Afinal, a economia com combustível é um dos grandes atrativos dos modelos elétricos, mas a energia usada para abastecer a bateria também tem um custo.
Para descobrir quanto isso representa no bolso , podemos usar como referência o BYD Dolphin Mini , um dos carros elétricos mais conhecidos do mercado brasileiro.
A versão equipada com bateria de 38 kWh tem autonomia de até 280 km pelo ciclo do Inmetro , embora o alcance real possa variar de acordo com trânsito, velocidade, temperatura e estilo de condução.
O valor da energia também muda conforme a distribuidora , os impostos e o consumo total da residência.
Neste cálculo, a referência é uma casa atendida pela Enel São Paulo em outubro de 2026 , considerando a tarifa residencial vigente e a bandeira verde definida pela Aneel para o mês. ( Enel ) Quanto custa o kWh em São Paulo em outubro? Desde 4 de julho de 2026, a tarifa residencial convencional da Enel SP é de R$ 0,78938 por kWh , valor que corresponde à soma da TUSD, de R$ 0,47242/kWh, com a tarifa de energia, de R$ 0,31696/kWh.
Esse é o valor homologado para a energia e ainda não considera os impostos que aparecem na conta do consumidor.
Outro ponto importante é que outubro está sob bandeira verde , portanto não há cobrança adicional de bandeira tarifária .
Para efeito de cálculo, uma bateria de 38 kWh completamente descarregada e depois carregada até 100% consumiria teoricamente R$ 29,99 em energia .
Na prática, o valor pago será maior por causa dos impostos e das perdas do próprio processo de recarga.
Quanto a recarga do Dolphin Mini aumenta a conta? O cálculo teórico é simples: 38 kWh x R$ 0,78938 = R$ 29,99 .
Portanto, apenas considerando a tarifa de energia, uma recarga completa do Dolphin Mini acrescentaria cerca de R$ 30 à conta.
Como a fatura também inclui tributos, o custo efetivo tende a ficar mais próximo de R$ 1 por kWh em determinadas situações de consumo, o que levaria uma carga completa para algo perto de R$ 38.
Se o motorista percorrer 1.000 km por mês , usando os 280 km de autonomia oficial apenas como referência, seriam necessárias aproximadamente 3,6 cargas completas.
Com uma estimativa de R$ 38 por carga, o gasto mensal ficaria perto de R$ 137 .
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