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Contratação mais cara do Santos perde espaço após contratações de Neymar

Por Redação 5News · · com informações de UOL Esporte
Contratação mais cara do Santos perde espaço após contratações de Neymar

Maior investimento da história do Santos se vê no banco após chegada de reforços de Neymar

Desde sua chegada ao Santos no início de 2025, Rollheiser experimentou uma queda significativa em sua utilização. O meia argentino, que foi trazido como uma das apostas mais caras do clube em toda sua história, tem perdido oportunidades consistentes de participar das partidas desde que Arthur e Philippe Coutinho desembarcaram na Vila Belmiro em atendimento aos pedidos do astro da equipe.

A situação se tornou especialmente evidente no recente confronto diante do Flamengo, quando o técnico Cuca escolheu escalar Coutinho como titular no meio-campo, apesar do jogador estar em processo de reintegração à rotina após cerca de sete meses longe dos gramados e ter acumulado apenas quarenta e cinco minutos em um clássico contra o São Paulo dias antes.

O investimento recorde do Peixe

Quando Rollheiser foi contratado do Benfica em janeiro de 2025, o Santos desembolsou uma quantia de onze milhões de euros, correspondente a sessenta e cinco milhões de reais conforme a cotação vigente àquela época. Esta operação marcou um ponto de inflexão nos investimentos da instituição, representando o maior aporte financeiro do clube em uma única contratação até então.

A magnitude do investimento criava expectativas elevadas em torno do desempenho do jogador. A chegada de um atleta a esse custo normalmente pressupõe que ele ocuparia uma posição central nos planos técnicos e tático da equipe, funcionando como uma peça fundamental para o esquema adotado pelo comando da equipe. Porém, a realidade que se desenrolou nos meses subsequentes desmentiu essas projeções iniciais.

A chegada dos reforços e o impacto na performance

Na mais recente janela de transferências, o clube responsabilizou-se por atender pedidos específicos do atacante Neymar, trazendo para o elenco dois jogadores experientes: Arthur, para o meio-campo, e Philippe Coutinho, também para a mesma função. A intenção era fortalecer o setor intermediário da equipe, que é responsável por conectar a defesa aos atacantes.

A dupla recém-chegada se consolidou rapidamente nos esquemas táticos de Cuca. Ambos começaram a aparecer com frequência entre os titulares, enquanto Rollheiser foi sendo paulatinamente afastado das oportunidades de atuar. Arthur ganhou espaço especialmente por sua capacidade de organizar o jogo, segundo avaliação do treinador, gerando opções para os atacantes. Coutinho, por sua vez, voltou à ação gradualmente, conquistando sua posição nos onze iniciais conforme recuperava sua condição.

Período de dificuldades pessoais

Somando-se aos desafios relacionados à concorrência, Rollheiser enfrentou questões de ordem física que prejudicaram sua continuidade. Em dois confrontos recentes - especificamente contra Remo e São Paulo - o jogador foi mantido afastado até mesmo do banco de reservas devido a um episódio de virose que o deixou indisponível.

Já Arthur, que também participava da disputa por oportunidades no meio-campo, precisou se afastar temporariamente após sofrer uma lesão muscular localizada na coxa direita, ainda que sua ausência tenha ocorrido somente após ele já ter consolidado um espaço relevante no esquema de Cuca.

O desempenho em números

Desde sua chegada ao clube, Rollheiser acumulou oitenta e uma apresentações vestindo a camisa santista, durante as quais marcou apenas oito gols. Essa proporção resulta em uma média de um gol a cada onze partidas disputadas, um índice que revela um aproveitamento modesto para um jogador que recebeu tamanha injeção de investimento.

Embora não tivesse sido incorporado ao elenco com a responsabilidade primária de funcionar como uma peça artilheira - sendo sua função mais voltada para o meio-campo criativo - os números não deixam de impressionar negativamente, especialmente quando considerada a magnitude do investimento envolvido. Desde os primeiros meses, havia expectativa de que um jogador contratado por valor tão expressivo exerceria um protagonismo marcante sobre as ações táticas e os resultados do time.

Perspectiva do técnico

O treinador Cuca, quando questionado sobre a dinâmica de perda de espaço experimentada por Rollheiser após o desembarque dos novos reforços, distanciou-se dessa interpretação. Segundo o técnico, a questão não se resumiria à entrada em competição diretos pelos mesmos postos entre os três meias. Apesar dessa refutação, os números e as escalações posteriores continuam revelando a redução de oportunidades do argentino.

Na partida contra o Flamengo, encerrada em resultado de empate por dois a dois, Rollheiser foi acionado apenas aos vinte e um minutos da segunda etapa. Sua participação naquele encontro transcorreu de forma discreta, com pouca influência nas dinâmicas da equipe.

Contexto da situação

A contratação de Rollheiser representava uma aposta robusta do Santos em seu projeto de curto e médio prazo. No contexto de um clube que historicamente possui dificuldades financeiras, o desembolso significativo sugeria uma confiança profunda em seu potencial. No entanto, diversas variáveis - como a competição intensificada com novos arrivals, questões de adaptação ao futebol brasileiro e fatores físicos - convergiram para criar uma situação onde o investimento ainda não se revelou produtivo nos termos inicialmente esperados.

O fenômeno também reflete a dinâmica dos mercados de transferências modernos, onde nem todo investimento expressivo garante o sucesso almejado. Fatores como adaptação ao novo contexto, compatibilidade tática e simples questão de timing em relação a outras contratações podem determinar se uma operação resulta em sucesso ou decepção.

O que acompanhar

Os próximos meses serão determinantes para definir se Rollheiser conseguirá recuperar seu espaço no elenco santista ou se sua trajetória no clube continuará marcada pela subutilização. A continuidade de Arthur no elenco - uma vez que se recupere de sua lesão - e a adaptação progressiva de Coutinho ao ritmo da competição brasileira são fatores que influenciarão diretamente as oportunidades que o meia argentino receberá. Também será relevante observar se Cuca mantém sua atual concepção tática ou se realiza ajustes que criem mais espaço para Rollheiser. A trajetória deste jogador nos próximos confrontos pode indicar se o maior investimento da história do Santos evoluirá para um caso de êxito tardio ou permanecerá como um exemplo de expectativa não correspondida.

Principais pontos:

• Rollheiser, contratado do Benfica por 11 milhões de euros em janeiro de 2025, é o maior investimento da história do Santos, mas perdeu espaço após a chegada de Arthur e Philippe Coutinho.

• O técnico Cuca optou por escalar Philippe Coutinho como titular no confronto diante do Flamengo, mesmo com o jogador tendo apenas 45 minutos de atuação na rodada anterior.

• Em 91 partidas pela camisa santista, Rollheiser marcou apenas 8 gols, resultando em uma média de um gol a cada 11 jogos disputados.

• A dupla de reforços indicados por Neymar consolidou-se rapidamente nos esquemas táticos, enquanto o argentino foi afastado, incluindo do banco de reservas, devido a questões físicas como virose.

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Matéria produzida pela Redação 5News com apoio de inteligência artificial a partir da apuração de UOL Esporte — os fatos do episódio vêm da matéria original; o contexto usa informação pública consolidada. Veja nossa política editorial. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Esporte.

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