Israel critica Nobel da Paz para juíza e acusa prêmio de legitimar ódio
O Ministério das Relações Exteriores de Israel criticou nesta sexta-feira (9) a concessão do Nobel da Paz à jurista sul-africana Navi Pillay.
Em uma publicação nas redes sociais, a pasta afirmou que a premiação foi usada para “legitimar o ódio e o preconceito contra Israel”.
“Se houvesse um prêmio para mentiras, ódio e acusações caluniosas, Navi Pillay não seria apenas uma candidata.
Ela seria a favorita”, afirmou o ministério.
A publicação também acusou Pillay de participar de uma campanha de “demonização de Israel com motivação política” e de promover o que chamou de mentira sobre o genocídio.
Leia Mais Vídeo: Vencedora do Nobel da Paz é aplaudida por colegas e alfineta Trump Advogada sul-africana Navi Pillay vence Nobel da Paz 2026 Festival de Veneza inclui documentário sobre Gaza na competição principal O governo israelense ainda classificou a decisão do Comitê Nobel como uma instrumentalização do prêmio e afirmou que a premiação reconheceu “a maior mentira do século 21”.
A publicação terminou com uma referência ao ministro da Propaganda da Alemanha nazista, Joseph Goebbels, ao dizer que ele estaria aplaudindo “do inferno”.
As declarações foram feitas após o reconhecimento de Pillay, que presidiu a Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre o Território Palestino Ocupado entre 2021 e 2025.
Sob sua liderança, a comissão concluiu que Israel cometeu genocídio na Faixa de Gaza.
O governo israelense rejeita essa conclusão.
Quem é Navi Pillay A juíza Navanethem “Navi” Pillay, vencedora do Prêmio Nobel da Paz 2026 , é uma jurista sul-africana de origem indiana tâmil, que atuou como Alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos entre 2008 e 2014, além de ter passagem pelo TPI (Tribunal Penal Internacional).
Pillay foi a primeira mulher negra a integrar o Tribunal Superior da África do Sul, indicada pelo presidente Nelson Mandela em 1995.
Em 1999, tornou-se juíza e presidente do Tribunal Penal Internacional para Ruanda, criado para julgar crimes cometidos durante o genocídio de 1994.
Anos depois, Pillay também atuou como juíza do Tribunal Penal Internacional (TPI), que julga indivíduos acusados de crimes internacionais graves.
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