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Política

Debate na Band: Flávio Bolsonaro encarna Marçal e agressividade leva pêndulo de indecisos a Lula

Revista Fórum ·

As ironias, caras e bocas de Flávio Bolsonaro (PL) enquanto Lula falava em direção aos telespectadores no debate na Band, ocorrido na noite deste sábado (18), tem na origem a mesma técnica colocada em prática pelo “coach” Pablo Marçal para ludibriar milhões de pessoas a o bajularem como uma espécie de “Messias” da prosperidade.

No entanto, ao encarnar o “mestre”, Flávio Bolsonaro transpareceu toda a agressividade característica do clã que busca, a muito custo, esconder durante a campanha – vide o “segura a onda” à esposa, Fernanda Bolsonaro, em vídeo que viralizou nas redes. https://x.com/accraffa/status/2106909618236444948 Ao agredir Lula logo de cara, com insinuações sobre Roberta Luchsinger e a entrevista armada por sua campanha na CNN, e fazer gracinhas atrás do presidente, obrigando a intervenção dos apresentadores, Flávio Bolsonaro empurrou o pêndulo dos indecisos para Lula.

Historicamente, o eleitorado brasileiro rejeita a agressividade, que só passou a ser aceita por uma parcela da população com a ascensão de Jair Bolsonaro e a ultradireita neofascista no país.

Mas, a maioria da população ainda tende a se afastar da agressividade gratuita.

A prova disso foi a campanha do próprio Pablo Marçal à prefeitura de São Paulo.

No debate na Band, o coach treinou Flávio Bolsonaro com as mesmas técnicas que levou ao embate com Guilherme Boulos na disputa na capital paulista ao fazer uma provocação barata com a carteira de trabalho em evento promovido pelo Uol.

Marçal é desprovido de caráter e usa técnicas da Programação Neurolinguística, a PNL, em interesse próprio, inclusive no treinamento de Flávio Bolsonaro, de quem já recebeu antecipadamente o comando do “Ministério da Prosperidade”, caso o senador seja eleito.

As mesmas técnicas são disseminadas pela ultradireita neofascista e seguida por nomes como Donald Trump, que teve o mesmo comportamento em debates com Hillary Clinton em 2016 nas eleições presidenciais dos EUA.

Foi Marçal o responsável por Flávio Bolsonaro não repetir a performance de 2016, quando passou mal no debate à prefeitura do Rio.

A frieza que o senador tentou demonstrar foi talhada na técnica de dissociação da PNL, que foi trazida para a ultradireita brasileira por Olavo de Carvalho.

Assim como a técnica de perturbar Lula com os gestos e ironias quando o presidente estava com a palavra.

Marçal usa as técnicas da neurolinguística para sempre buscar desestabilizar emocionalmente os debatedores, seja em entrevistas ou na esfera política, que resultou na cadeirada desferida por José Luiz Datena nos estúdios da TV Cultura em 2024.

Não interessa o conteúdo.

Para eles, o que interessa é fazer o adversário perder o controle emocional.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.

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